Liberman apela ao governo para facilitar ajuda

Em: 7 de maio de 2009
O deputado e líder do PHS (Partido Humanista da Solidariedade) Liberman Moreno, prometeu trazer na sessão desta quinta feira, 07, fotos que fez durante a viagem ao médio Solimões, precisamente nos municípios de Codajás, Anori e Anamã
O deputado e líder do PHS (Partido Humanista da Solidariedade) Liberman Moreno, prometeu trazer na sessão desta quinta feira, 07, fotos que fez durante a viagem ao médio Solimões, precisamente nos municípios de Codajás, Anori e Anamã

O deputado e líder do PHS (Partido Humanista da Solidariedade) Liberman Moreno, prometeu trazer na sessão desta quinta feira, 07, fotos que fez durante a viagem ao médio Solimões, precisamente nos municípios de Codajás, Anori e Anamã, que vão mostrar o verdadeiro problema que o caboclo do interior vem enfrentando com a enchente dos rios que assola os municípios do Amazonas.
Essas fotografias vão mostrar a verdadeira situação de calamidade pública que se abate sobre o interior e, nesse sentido, apelo aos deputados, da base aliada do governo, para que peçam ao governador Eduardo Braga (PMDB), que efetive uma ação de ajuda mais eficaz à população dos municípios do Estado.
Para os bairros de Manaus mais afetados como São Raimundo, Compensa e Presidente Vargas, ele disse que caberá ao prefeito de Manaus, Amazonino Mendes (PTB), estabelecer a ajuda necessária de acordo com as condições dos cofres da Prefeitura.
Liberman fez críticas ao governador, afirmando que não era necessário que ele fosse fazer, pessoalmente, a entrega dos cartões com R$ 300,00. Em sua avaliação, o governador deveria, sim, mandar o dinheiro em espécie, porque as coisas estão tomando o caminho do desespero. O certo, para ele, seria ligar para os prefeitos ou mandar emissários até eles, pois com certeza, já devem ter um levantamento da situação, de quantas pessoas necessitam de ajuda, do que precisam em madeira e da necessidade de utilizar barcos para deslocar as pessoas de suas casas para a cidade.
De acordo com o deputado, se o rio encher mais 60 (sessenta) centímetros, coisa que não está muito difícil de acontecer – está subindo em média de 2 a 3 centímetros por dia) -, em 20 dias terá atingido essa marca e em muitas cidades do interior não ficará nenhum morador, pois não haverá condições de permanecerem em suas casas, mesmo subindo os assoalhos.
É necessário, segundo Liberman, que o dinheiro seja mandado em espécie, e que o governo leve uma equipe para fiscalizar, pois existe a preocupação que esse recurso não chegue ao destino final e alguém tire vantagem em cima da desgraça alheia.
“Nota-se que devido aos problemas da enchente tudo está sendo vendido a preços verdadeiramente absurdos, principalmente a madeira que está sendo utilizada para a construção passarelas e para levantar os assoalhos, além dos alimentos que, devido à alagação das áreas de plantio, está escasso e o pouco que existe é vendido a preços superfaturados”, assinalou.
“Como está querendo fazer a entrega pessoalmente aos ribeirinhos, o governador vai causar um problema ainda maior, uma vez que vai transferir mais responsabilidades para os prefeitos, que terão a incumbência de trazer o caboclo da localidade onde mora até a sede municipal, munido do seu cartão, para receber o recurso estabelecido onde existe a agência bancária”, diz.
“O governador não pode fazer isso. O transtorno para essas pessoas será grande e isso pode ser evitado bastando levar o dinheiro até o caboclo e a pessoa certa para esse trabalho é o secretário José Melo, que conhece todas as localidades dos municípios”, afirmou.
Solidário a Liberman Moreno, o deputado José Lobo (PC do B) disse que esteve em algumas localidades e viu o desespero das pessoas que estão deixando suas casas em busca de local seguro. Em Coari, disse, já existem várias famílias abrigadaa no Centro Cultural recebendo ajuda do prefeito Rodrigo Alves.
Afirmou ainda que esteve em Brasília articulando, juntamente com a deputada federal Vanessa Grazziottin (PCdoB), maior apoio em transporte para aquela região através da Petrobras, que pode ajudar levando os ribeirinhos que estão em situação difícil, para as cidades próximas. Esse apoio foi confirmado através da superintendência em reunião realizada no Rio de Janeiro.
Quanto à questão do dinheiro em espécie, Lobo acha complicado. “Ao contrário do que ocorreu com a seca, quando o governo prestou a ajuda necessária, houve muitas críticas, até mesmo aqui na ALE, de que teria ocorrido desvio de recursos, de ranchos e de combustível. Tudo está sendo feito, mas de forma coordenada e dentro de prazos para que aconteça corretamente e o mais rápido possível”.
Liberman afirmou que de forma alguma havia utilizado a tribuna para dizer que o governo não estava ajudando, nem tampouco fazendo críticas, mas sim, um apelo para que o governo possa facilitar da melhor forma possível a chegada desse dinheiro e não criar um problema para ele (o governador) com o ribeirinho que terá dificuldade para se deslocar para a sede de seu município. “O governador tem acesso para chegar até ao ribeirinho, mas para o ribeirinho, ao contrário, fica difícil”.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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