Líder do PT na Câmara disse que o governo não abre mão de comandar CPI

Em: 16 de fevereiro de 2008
O líder do PSDB no Se­nado, Arthur Virgílio (AM), disse na sexta-feira 15, que espera o governo ceder a presidência ou re­latoria da CPI
O líder do PSDB no Se­nado, Arthur Virgílio (AM), disse na sexta-feira 15, que espera o governo ceder a presidência ou re­latoria da CPI

O líder do PSDB no Se­nado, Arthur Virgílio (AM), disse na sexta-feira 15, que espera o governo ceder a presidência ou re­latoria da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) mista que vai investigar o uso irregular dos cartões corporativos por membros do executivo. Ele citou que, juntos, PSDB e DEM possuem a maior bancada na Casa, com 28 senadores, e por isso, teriam direito a um dos cargos, embora sozinho o PMDB tenha mais parlamentares no Senado – no total, 19 parlamentares.
“O governo vai ter a dignidade básica com a praxe do parlamento” dis­se ele, ao participar do primeiro encontro nacio­nal de vereadores do PSDB, realizado na capital paulista. “Ninguém quer bolsa-relatoria. Não é bondade, é direito. É prer­rogativa nossa”, acres­centou.
Embora tenha dúvidas a respeito dos rumos que a CPI mista poderia tomar, caso o presidente e o relator pertencessem à base aliada, Virgílio descarta, em princípio, a ins­talação de uma nova CPI, exclusivamente no Se­nado. “Não sou a favor de abandonarmos a CPI. Sou a favor de nós testarmos a maioria, colocando tudo que é requerimento indigesto, começando pe­la investigação dos cartões da presidência e pela convocação dos ministros envolvidos”,declarou. “Se percebemos que não querem apurar, iremos para o Senado”, citou em referência à abertura de uma CPI na Casa.
De acordo com Virgílio, o presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN) e o líder do governo na Casa, Romero Jucá (PMDB-RR), estão sensíveis à demanda da oposição por um dos cargos principais da CPI. Questionado, Virgílio dis­se preferir que o partido fique com a presidência, mas lembrou que há quem defenda a relatoria para a legenda.
O líder do PT na Câmara, deputado Maurício Rands (PE) reafirmou na mesma sexta-feira, que o governo não abre mão de comandar a CPI mista que vai investigar os cartões corporativos. Ele criticou a oposição, que reivindica a presidência ou a relatoria da CPI.
“Não dá para a oposi­ção ficar com esse tipo de chantagem, querendo quebrar casuisticamente uma regra que prevê que a presidência e a relatoria da CPI mista é do PMDB e do PT, os dois maiores partidos no Congresso”, afir­mou Rands. Para ele a oposição está querendo apenas fazer disputa política em torno da questão dos cartões.
Rands lembrou ainda que há uma pauta importante pa­ra ser votada este ano, no Congresso Nacional, co­mo a reforma tributária que vai ser enviada ao Congresso pelo Palácio do Planalto, na última semana de fevereiro.
Segundo ele a medida provisória da TV Pública também deve ser votada já nesta segunda-feira para que o projeto avance.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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