Linha analógica deve ser mantida

Em: 8 de setembro de 2015
A expansão do segmento digital em detrimento do mercado analógico não vai impedir que a Kodak da Amazônia continue apostando nas áreas fotográficas e de microfilmagem em sua unidade do PIM (Pólo Industrial de Manaus)
A expansão do segmento digital em detrimento do mercado analógico não vai impedir que a Kodak da Amazônia continue apostando nas áreas fotográficas e de microfilmagem em sua unidade do PIM (Pólo Industrial de Manaus)

A expansão do segmento digital em detrimento do mercado analógico não vai impedir que a Kodak da Amazônia continue apostando nas áreas fotográficas e de microfilmagem em sua unidade do PIM (Pólo Industrial de Manaus). A empresa ressalta também que vai buscar novas áreas de atuação em 2009, apesar da crise financeira global.
Hoje, o mix da planta local da multinacional norte-americana inclui microfilmes, filmes fotográficos para fotografia e arte, e conjunto para impressão fotográfica digital. Seguindo a política de comunicação das empresas de capital aberto, a Kodak não revela números de sua unidade do pólo, mas salienta que os resultados de 2008 atenderam às projeções.
”Os resultados foram dentro de nossas expectativas, tendo em vista o perfil dos produtos e a demanda de mercado. Acreditamos que 2009 será um ano de desafios para toda a indústria fotográfica, assim como para os demais segmentos. Trabalharemos no sentido de maximizar a produção, tanto quanto possível”, tranquilizou o diretor de Comunicação e Assuntos Corporativos da Kodak do Brasil, Herson Manfrinato.
Apesar do recente anúncio de cortes na força de trabalho das fábricas da Kodak, o executivo garante que o número de funcionários em Manaus continua estável. O perfil das empresas do PIM formulado pela Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus) e disponível no sítio da autarquia na internet (www.suframa.gov.br) informa que a fábrica tem 350 empregados em seus quadros.
No final de janeiro, a fabricante internacional de material fotográfico anunciou que cortaria entre 3.500 e 4.500 postos de trabalho – entre 14% e 18% do total – em suas fábricas ainda no primeiro semestre. O objetivo é compensar os maus resultados de 2008, quando a companhia registrou prejuízo de US$ 137 milhões e queda de 24% em sua receita global.
No caso de Manaus, Herson Manfrinato destaca que a mudança tecnológica ajudou a empresa a, de certa forma, se antecipar aos efeitos da crise global. “A própria indústria fotográfica passou por uma transformação quando se tornou mais digital do que analógica. Isso nos trouxe experiência e musculatura para enfrentar crises”, amenizou.

Exportações

Sem revelar números, Manfrinato disse que a mudança de sinal no câmbio ajudou em relação às exportações, mas prejudica nas importações da planta. Números do Banco Central apontam para alta de 50% na valorização do dólar entre 1o de agosto de 2008 e 1o de fevereiro – de R$ 1,56 para R$ 2,34.
Dados da Suframa informam que as exportações do Amazonas de papel fotográfico para fotografia e artes plásticas – um dos principais itens do portfólio da Kodak local – caíram 6,02% ao final de 2008, passando de 19,11 milhões (2007) para 17,96 milhões de metros quadrados (2008).

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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