Logística se torna refém da falta de planejamento

Em: 28 de fevereiro de 2008
Certamente podemos afir­mar que uma das grandes en­­­grenagens do processo de dis­tribuição de uma empresa
Certamente podemos afir­mar que uma das grandes en­­­grenagens do processo de dis­tribuição de uma empresa

Certamente podemos afir­mar que uma das grandes en­­­grenagens do processo de dis­tribuição de uma empresa, seja ela grande ou pequena, nacional ou internacional, pro­­dutora de eletro-eletrô­nico ou de veículos automotores, é o planejamento.
Outra certeza, é a de que, para a realização das rotinas intrínsecas a este importante processo, o tempo é curto e, por isso, alguns cuidados passam por desapercebidos e geram grandes constrangimentos para quem vai receber o produto ou bem e para quem o expediu sem atinar para os devidos cuidados inerentes a este processo.
Um exemplo que podemos citar e que ocorre com certa frequência é o do consumidor final, cliente de uma grande loja de departamentos que se dirige à loja para comprar um fogão na cor branca e recebe um fogão na cor bege, para este caso, a loja terá reclamações a posteriore.
Já no caso do consumidor final ter comprado um fogão na cor branca de quatro bocas e ter recebido em sua residência um fogão de seis bocas, daí quem expediu terá que contar com a sorte, mas geralmente o que acontece é que o responsável pela expedição fica calado pois, na sua concepção, dizer ao chefe que errou é sinônimo de ir para o “olho da rua”.
Um outro exemplo vivenciado por grandes empresas é a falta de organização em suas docas de expedição, que foram projetadas para a demanda inicial da indústria e ao longo do tempo ficam defasadas em relação ao crescimento da produção e da própria distribuição.
Os pátios de manobras, que em alguns casos podem ser considerados como verda­deiras vias de transito intenso, também ficam para trás quando do crescimento da pro­dução e da expedição, ­gerando atrasos na saída, ­avarias nos veículos e verdadeiras filas por conta da inspeção de segurança nos veículos, que obviamente terá que ser realizada.
Estes problemas são sin­tomáticos, porém não são levados a sério na mesma intensidade que as fórmulas para di­minuir custos na produção, etc.
O consultor de Logística Em­presarial Michael Jean nos dá a seguir algumas dicas para amenizar estes problemas:

1. A última fase do ciclo de armazenagem é o embar­que dos produtos para o con­sumidor, ou a entrega do pro­duto ao ponto onde será uti­lizado na fábrica.O embarque é o último elo entre o fabricante e o consumidor. Todas as atividades que precedem a expedição são de pouco valor se a opera­ção de expedição for insuficiente ou não-econômica.
No planejamento das operações de expedição, é necessário que se considere os se­guintes itens:
-> Quantidade total a ser expedida;
-> Peso total e/ ou volume a ser expedido;
-> Número de pontos de embarque;
-> Distâncias envolvidas;
-> Meios de transporte;
-> Datas de entrega;
-> Documentação.

2. As operações de carre­ga­mento são influenciadas por fa­tores como:
-> Pessoal e equipamento disponível
-> Equipamento de transporte
-> Característica do material a ser carregado, etc.
Acrescento que insistência na manutenção de uma doca programada de expedição ajuda muito a evitar picos inesperados na carga de trabalho ou surpresas desagradáveis.
A definição antecipada de uma contagem específica das etiquetas de expedição é uma boa maneira de criar uma verificação dupla das quantidades na expedição.
A doca de expedição é um local excelente para a des­coberta de erros cometidos no processo.
Ter uma expedição de­sorganizada pode ser um grande problema para o es­coamento da própria produção e o retardamento da entrega do produto ao consumidor final, o que certamente causará um impacto negativo para a empresa.

LUIZ CLÁUDIO DA SILVA é consultor em Logística Empresarial e especialista em Transporte Aéreo de Cargas Internacionais.

Luíz Cláudio da Silva

É educador corporativo, professor de ensino superior e espacialista em capacitação empresarial
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