Lojas físicas e virtuais de Manaus se preparam para a edição da Campanha Black Friday Brasil 2016. A campanha ocorrerá no próximo dia 25 de novembro em alguns estabelecimentos de todo o país.
Dentre as lojas participantes que oferecerão grandes ofertas, segundo consta no site www.blackfriday.com.br serão: Americana.com, Azul Linhas Aéreas, Hotel Urbano, Natura, Walmarte.com, CVC, Nike, Smatphone Quantum, Submarino, Shoptime, Trocafone, Dafiti, Hering, Kanui, Marisa Passarela, Saraiva e Tricae.
A Ramsons, por exemplo, oferecerá, durante a campanha Black Friday, que ocorrerá entre os dias 19 a 27 de novembro, nas suas 15 lojas físicas -sendo uma atacado -e uma virtual, ofertas que iniciam de 50% até 70% de descontos.
De acordo com o gerente de Marketing da Ramsons, Thiago Rezende, a empresa espera um crescimento nas vendas deste ano que ultrapasse 15%, comparado as do ano passado que foram de 10%, em um período menor de campanha.
Rezende ressalta que os produtos que mais vendem nas lojas física e virtual durante a campanha ainda são os eletrônicos. “Os nossos clientes já se preparam antecipadamente para esses dias de oferta. E o que mais sai das nossas lojas são os Smartphones, TVs, Notebooks, Tablets e outros, porque os preços ficam mais acessíveis”, disse ele. A loja virtual da empresa Ramsons já atende o público amazonense há três anos, com entrega de produtos apenas para a cidade de Manaus e oferece oito departamentos para melhor servir o seu cliente como: Celulares e Telefones, Eletrodomésticos, Eletrônicos, Informática, Games, Móveis e Eletroportáteis.
Outro setor
Com a venda de produtos femininos, a loja Zinzane, que funciona no shopping Millenium, também já está se preparando para participar da campanha Black Friday 2016. O evento na loja ocorrerá entre os dias 25 a 27 de novembro.
A gerente comercial da loja, Carla Souza, afirma que os descontos poderão chegar até 70%, em cima dos valores que variam entre R$29 a R$329. “Só as peças de coleção que não entrarão na promoção. Mas acreditamos que o sucesso será o mesmo, como nas edições anteriores”.
A loja também vende seus vestuários online. “Esperamos que o mesmo sucesso obtido com a venda nas lojas, também ocorra online durante a campanha”, confirmou a gerente.
Loja Online
Ao apostar nas vendas dos seus produtos somente online, o proprietário da loja virtual Hey Ho, Let’s Go, Ramom Cacau, disse que sempre realiza a promoção, mesmo fora da data Black Friday nacional. “Nosso produto é para o público jovem, aqueles que gostam de Rock and Roll. Os mesmos variam de R$55 a R$70, mas nessa época costumamos baixar os preços de todas as camisas para R$ 30. É sucesso de venda garantido”, disse ele.
Cacau conta que já teve uma loja física, mas as suas vendas online foram tão bem sucedidas que ele e sua sócia decidiram trabalhar somente na plataforma online. “Acredito que o segredo do negócio online é uma boa divulgação e preço baixo. Por isso, temos uma boa saída dos nossos produtos”, diz o empresário.
Para comprar os produtos da loja Hey Ho, Let’s Go, que vai de camisetas de bandas de Rock, quadrinhos, séries e anime, basta segui-lo no Facebook.
WebShoppers faz raio-x do setor
De acordo com a Ebit, empresa especializada em informações de comércio eletrônico, apresentou no dia 1° de setembro o 34º WebShoppers, o principal relatório sobre o setor no Brasil. Nesta edição, o estudo informa que no primeiro semestre de 2016 as vendas pela internet alcançaram um faturamento de R$ 19,6 bilhões, o que representa um crescimento nominal de 5,2% na comparação com o mesmo período no ano passado.
Diversos são os fatores que influenciaram este crescimento do volume financeiro movimentado pelos sites de comércio eletrônico. Entre eles estão: Aumento de 7% no valor do tíquete médio, ficando em R$ 403,46, crescimento puxado pela alta de preços registrada pelo Índice Fipe/Buscapé; Maior participação das classes AB; Manutenção das vendas de categorias de produtos de maior valor, como “Eletrodomésticos” e “Telefonia/Celulares”.
Ainda podemos acrescentar a esse resultado outros motivos que colaboraram. O aumento de 31% em consumidores virtuais ativos, aqueles que realizaram pelo menos uma compra no período, chegando a R$23,1 milhões. E o forte crescimento das vendas via dispositivos móveis, que tiveram 18,8% em participação média no semestre e, em junho, representaram 23%.
“Todos esses fatores somados tiveram influência para que o faturamento registrasse um índice positivo, mesmo com um cenário de retração do varejo como um todo no atual momento do país. Mas as vantagens que a compra online oferece também são motivos de atração aos consumidores que desejam fazer uma compra mais qualificada pagando menos”, avalia o CEO (diretor-executivo) da Ebit, Pedro Guasti.
No entanto, com o aumento do desemprego e enfraquecimento das compras feitas pela classe C, houve queda de 2% no volume de pedidos na comparação com o ano anterior. No total, foram contabilizados 48,5 milhões de encomendas virtuais. Por outro lado, a renda média familiar dos consumidores online aumentou em 11%, alcançando R$ 5.174.
Neste semestre verificou-se uma mudança no comportamento dos consumidores em relação à preferência dos produtos adquiridos. A categoria “Livros, Assinaturas e Apostilas” (14%) assumiu a liderança em volume de pedidos, seguida por “Eletrodomésticos” (13%), “Moda e Acessórios” (12%, que estava à frente desde a primeira metade de 2013), “Cosméticos e Perfumaria /Cuidados Pessoais/Saúde” (12%) e “Telefonia/Celulares” (9%), nesta ordem.
Cliente Virtual
Para o universitário Álvaro Augusto, 22 anos, a compra virtual durante a Black Friday é uma faca de dois gumes, pois, a compra só será satisfatória se o cliente comprar à vista. “Já compro pela internet há dois anos, e sempre que vejo uma promoção, até durante essas campanhas, procuro sempre comprar algo que gosto. Mas a desvantagem é que todas as lojas exigem que você compre à vista, e nem sempre estamos preparados financeiramente”, disse o estudante.
Augusto disse que gosta de comprar mais camisa, sapatos e assessórios em lojas virtuais. “Tenho muita preocupação com as promoções, pois muitas vezes o produto está muito tempo na prateleira e, geralmente, apresentam avarias quando chegam em nossas mãos”, alerta o consumidor.
Outra dica importante dada pelo estudante é quanto à segurança que todo cliente deve observar no site antes de realizar uma compra. “Vejo que todo site de venda seguro apresenta um balancete de vendas e de quem comprou por ele. E a gente se baseia também pela entrega rápida do produto”, reforça Augusto.







