Empresários e representantes do comércio tradicional de Manaus cobram da prefeitura um aprimoramento em relação às melhorias já efetuadas no Centro da cidade. As ruas e calçadas ficaram em evidência com a retirada das bancas de camelôs. Além de buracos, postes de ilu-minação pública, desnível do passeio público que prejudicam a circulação de pedestres, ven-dedores ambulantes invadiram as ruas com carrinhos de mão, toalhas, mochilas. Inclusive os próprios braços são usados como expositor de mercadorias, uma forma de evadirem-se da área durante blitz da Guarda Metropolitana. O ordenamento com a implantação do projeto Zona Azul também entrou na discussão.
A revitalização do Centro Histórico de Manaus coordenada pela Semc (Secretaria Municipal do Centro) voltou à pauta de discussão na ACA (Associação Comercial do Amazonas), durante a 92ª Reunião Ordinária da diretoria da entidade, realizada na quarta-feira. Na ocasião o titular a Semc, Glauco Francesco Luzeiro, foi sabatinado pelo presidente da entidade de classe, Ismael Bicharra Filho, também pelo presidente do Conselho Superior da ACA, José Azevedo e demais membros da diretoria presentes.
Depois da realocação dos camelôs para a Galeria Espírito Santo, localizada na esquina das ruas 24 de Maio com Joaquim Sarmento no início do mês, assuntos como a segurança nas ruas em relação à mobilidade, alimentação, saúde pública, educação e cortesia, brigas entre comerciários e ambulantes, disputas por pontos de vendas entre os ambulantes, assaltos, recuperação das fachadas dos prédios, ruas e calçadas são temas recorrentes que foram abordados e cobradas as devidas providências por parte do poder público.
O diretor de Ação Empresarial da ACA, Aly Bawab, criticou as condições das ruas sem asfalto. Ele também observou fachadas de imóveis com necessidade de cabeamento de energia. “Os fios ocupavam a frente das fachadas de lojas”, disse. Para comprovar, Bawab, apresentou fotos que apontam os problemas naquela área do Centro.
A invasão de novos ambulantes sem controle dos fiscais da Semtrab (Secretaria Municipal de Abastecimento) nas ruas do Centro de Manaus foi criticada pelos empresários. Para Bawab se não há fiscalização não é válido o investimento feito nos shoppings populares. “Gastaram cinco milhões na Galeria Espírito Santo para realocar os camelôs, mas não adianta se não fiscalizam a formação de novos ambulantes nas ruas”, disse.
Em outro flagrante fotográfico, os pedestres desviam de postes instalados sobre as calçadas. Já na rua Saldanha Marinho, os táxis estacionados ocupam as estreitas calçadas que reduz, ainda mais, a passagem de pedestres pelo passeio público. “É necessário a ampliação destes espaços e a elaboração de um plano de acessibilidade para atender pessoas com deficiência física”, sugeriu Bawab.
Segurança
De acordo com a ACA, o índice de criminalidade subiu no Centro de Manaus. Os empresários reclamaram da pouca atuação da segurança nas principais áreas. Em resposta, o secretário falou que o efetivo conta com 73 policiais, mas a Guarda Municipal já prepara outros 60 para reforçar as rondas na região.
Um dado preocupante divulgado pelo secretário do Centro, foi a presença de flanelinhas no Centro, criticado também pelos associados. Segundo ele, 90% desses profissionais informais tem passagem pela polícia. Um projeto de lei que proíbe o serviço de guardadores de veícu-los em ruas e avenidas públicas está tramitando na CMM (Câmara Municipal de Manaus). “Mesmo assim, a prefeitura já trabalha com o projeto Zona Azul que prevê ordenação e or-ganização no Centro comercial”, justificou.
Luzeiro, ouviu as demandas dos empresários e se propôs atender as reivindicações. Ele aproveitou a oportunidade para informar sobre os projetos da prefeitura entre eles o de revitalizar os 11 parques da capital orçado em R$ 10 milhões. “O projeto inclui a recuperação dos paralelepípedos de algumas ruas como a da av. Eduardo Ribeiro. A prefeitura aguarda o repasse de verbas do governo federal para iniciar a obra”, informou o secretário do Centro.






