Lucena questiona preços dos combustíveis em Manaus

Em: 22 de julho de 2010
O vereador Joaquim Lucena (PSB) usou a tribuna da Câmara Municipal de Manaus esta semana, para abordar a questão do preço dos combustíveis na cidade
O vereador Joaquim Lucena (PSB) usou a tribuna da Câmara Municipal de Manaus esta semana, para abordar a questão do preço dos combustíveis na cidade

O vereador Joaquim Lucena (PSB) usou a tribuna da Câmara Municipal de Manaus esta semana, para abordar a questão do preço dos combustíveis na cidade. Ele lembrou que no Brasil existem dez refinarias e uma fábrica de lubrificantes e num levantamento de dados que está fazendo por conta própria, constatou que em todos os locais onde existe refinaria a gasolina é mais barata, a exceção de Manaus, onde existe uma refinaria, mas o produto tem o preço mais caro do país.
Convocando o testemunho do vereador Mário Frota (PDT), que quando deputado estadual presidiu a CPI dos Combustíveis na Assembléia Legislativa, disse que, por incrível que pareça, até em cidades onde não existe refinaria, como nos casos de Recife/PE e Brasília/DF, a gasolina é mais barata que em Manaus. “Aqui os donos de postos de gasolina, salvo as exceções, tabelam o preço, o que para mim caracteriza-se como um grande cartel para assaltar a população”, desabafou.
Lucena destacou que todo cidadão que possui um carro, uma moto ou um caminhão, para se locomover pelas ruas da cidade precisa abastecer o seu veículo automotor com algum tipo de combustível. “É aí que todos nós estamos reféns nas mãos dessa quadrilha, que não está armada com a arma na mão, mas está muito bem organizada para roubar a população”, disse ele.
Em aparte, o vereador Mário Frota (PDT) disse que fala desse assunto com autoridade, pois foi o autor da CPI dos Combustíveis na Assembléia Legislativa do Estado. Frota ressaltou que essa CPI foi a fundo na questão, constatando todas as irregularidades existentes do setor. Ele lembrou que quando começaram as investigações, o preço da gasolina estava bem alto e foi caindo durante o processo e que no final da CPI o preço do produto estava lá em baixo. “O que faltou foi pulso das autoridades para acabar com essa prática. Nós fizemos nossa parte”, concluiu.

Redação

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