Luís Braga: “Uma Fundação ainda mais atuante”

Em: 7 de novembro de 2023

No mês passado a FPFtech (Fundação Paulo Feitoza) completou 25 anos de atuação no desenvolvimento científico, tecnológico e de inovação, no Amazonas. Para falar mais sobre a Fundação, o Jornal do Commercio entrevistou Luís Braga, diretor executivo da FPFtech, e Rosanila Feitoza, filha do desembargador.   

“Meu pai foi um educador nato. Professor na Faculdade de Direito na Ufam, sempre se preocupou com a melhoria da qualidade de vida da população mais carente do nosso Estado, uma vez que, por 12 anos foi Juiz de Direito nas cidades de Eirunepé e Maués. Para ele, o único meio para se crescer profissionalmente seria melhorar as condições de vida com educação. Por intermédio da Lei de Informática, vislumbrou a possibilidade de agregar tecnologia à educação. Assim foi concebida a ideia de uma instituição comprometida com a educação e a responsabilidade social”, falou Rosanila.

Jornal do Commercio: Como foi a evolução da FPFtech nesses 25 anos? 

Luís Braga: Éramos pouquíssimos, uns quatro técnicos, depois seis, oito. Ficávamos em um edifício na rua 24 de Maio, numa sala pequena. Começamos nossas atividades prestando serviços para o PIM (Polo Industrial de Manaus). Rapidamente conseguimos nos organizar para começar a trabalhar. Iniciamos grandes projetos com empresas expressivas mundialmente, como a Siemens Mobile, uma divisão da Siemens voltada a smartphones. Fomos uma das primeiras instituições de pesquisa da Região Norte a trabalhar com smartphones e nessa época, já fazíamos pesquisas utilizando tecnologias de ponta. A partir dos anos 2000, estávamos relativamente estabelecidos no mercado e desenvolvendo diversos projetos para boa parte das empresas do PIM, atuando em áreas como desenvolvimento de software para mobile, desenvolvimento de softwares para indústrias, melhorias de processos, e softwares para automação. Estabelecemos um projeto de formação para pessoas de baixa renda com a instalação de CTIs (Centros de Treinamentos em Informática) nos bairros periféricos de Manaus, onde ministrávamos cursos profissionalizantes a custo zero para os alunos, que já somam mais de 23 mil formados. Sempre se mantendo à frente, a FPFtech começou a desenvolver projetos para dispositivos móveis como Android e IOS, e as demandas apareceram em decorrência da Indústria 4.0 na qual, hoje, somos referência. Outra característica da FPFtech é desenvolver projetos com possibilidades de virar negócio. Através desses projetos a ideia é, com a incubadora, criar spin-offs, que é a geração de novas empresas dentro de uma companhia. A FPFtech deseja contribuir na formação de profissionais, agora, através da nossa Escola Técnica.

JC: Como são escolhidas as áreas de atuação da FPFtech?  

LB: A FPFtech mantém um compromisso constante com a inovação tecnológica. Para alcançar esse objetivo, monitoramos de perto as tendências emergentes, a fim de direcionar nossas áreas de atuação de maneira estratégica. Além disso, estabelecemos uma comunicação regular com nossos clientes e parceiros, visando compreender profundamente as necessidades de seus negócios e garantir que nossas soluções estejam alinhadas com seus requisitos. 

JC: Como fazer para se tornar um dos alunos da FPFtech? 

LB: Um dos nossos projetos educacionais é a Etech (Escola Tecnológica Desembargador Paulo Feitoza), fundada em fevereiro de 2022, na qual já foram formados 59 alunos. A Etech é uma instituição mantida pela FPFtech e representa a concretização do sonho do desembargador. Atualmente, a Etech oferece dois cursos: Desenvolvimento de Software e Automação Industrial. Uma parte das vagas em cada turma é reservada para empresas parceiras, enquanto a outra parte é disponibilizada para a comunidade. Estamos com um processo seletivo em andamento, e as inscrições podem ser realizadas no site www.fpf-etech.com ou nas redes sociais da escola: @escola.etech  

 
JC: De que forma a fundação consegue se manter? 

LB: A FPFtech é uma fundação privada, sem fins lucrativos. Isso não significa que não possa apresentar resultados positivos, se mantendo através do desenvolvimento de projetos de pesquisa e inovação para empresas nacionais ou internacionais. A maioria delas tem sede no PIM. Além de projetos, prestamos serviços contínuos para uma gama de clientes. Portanto, estamos constantemente em busca de novas parcerias, uma vez que não contamos com um mantenedor. 

JC: Quais são as novidades para 2024? 

LB: Podemos esperar uma FPFtech ainda mais atuante. Traremos grandes eventos para a região nas áreas de tecnologia, de automação, e de pessoal. Além disso, estamos estabelecendo parcerias com novas grandes empresas e, em breve, teremos novidades para anunciar. Na área educacional estamos solidificando um modelo mais eficiente para apresentar ao mercado. A FPFtech vai entrar 2024 com mais um prédio próprio, que vai ser ocupado com as novas áreas de negócio. 

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Lílian Araújo

É Jornalista, Artista, Gestora de TI, colunista do JC e editora do Jornal do Commercio
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