Luiz Castro apela ao governador pela saída de defensor

Em: 19 de dezembro de 2011
A manifestação de protesto dos defensores públicos, realizada na ultima quinta-feira em frente a Defensoria Pública do Estado, reforça a necessidade de uma decisão política do governador Omar Aziz pela saída do defensor geral Tibiriçá Valério de Holanda
A manifestação de protesto dos defensores públicos, realizada na ultima quinta-feira em frente a Defensoria Pública do Estado, reforça a necessidade de uma decisão política do governador Omar Aziz pela saída do defensor geral Tibiriçá Valério de Holanda

A manifestação de protesto dos defensores públicos, realizada na ultima quinta-feira em frente a Defensoria Pública do Estado, reforça a necessidade de uma decisão política do governador Omar Aziz pela saída do defensor geral Tibiriçá Valério de Holanda. A análise é do deputado Luiz Castro, que se solidarizou, ontem, com os defensores que reivindicam a moralização da Defensoria.
Castro solicitou aos parlamentares da ALEAM (Assembleia Legislativa do Amazonas) mais assinaturas na moção que pede ao governador a exoneração do defensor-geral, diante do escândalo que macula o órgão. Tibiriçá é acusado, segundo relatório do MPE (Ministério Público Estadual), de participação na fraude do concurso público da Defensoria, para favorecer seu filho e amigos.
As provas do envolvimento de Tibiriçá, determinaram o posicionamento do Ministério Público e do próprio Conselho Superior da Defensoria. “Mas não foram suficientes para convencer a Justiça, nem o governador Omar Aziz”, reclamou Castro. Para o deputado, é preciso observar o que está por trás de tudo isso, para permitir a manutenção do defensor no cargo. “É uma situação absurda que mostra a falta de vergonha na cara do defensor-geral que já mostrou não ter o mínimo de ética e decência”, criticou o deputado.
Por enquanto, apenas os deputados oposicionistas subscreveram a moção com pedido de exoneração de Tibiriçá. “Não é uma questão pessoal e muito menos de oposição e situação. É uma questão de consciência”, argumentou.

Omissão

Luiz Castro questionou a omissão de muitos parlamentares, da Justiça e até da imprensa, que tem dado pouco espaço para um problema que se arrasta há meses, desde o cancelamento do concurso público, ainda no primeiro semestre do ano, diante da constatação da fraude no processo seletivo conduzido pelo Instituto Cidades.
Tibiriçá tem vínculos familiares diretos com o deputado Josué Neto (PSD) o que pode ter contribuído para o silêncio do parlamento sobre o problema. “Laços familiares não podem se sobrepor aos interesses maiores da sociedade”, criticou Castro. O deputado afirmou que se fosse sobrinho do defensor-geral já teria dito que sente muito, mas não pode mais defendê-lo diante da robustez das provas levantadas contra ele.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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