Luiz Castro repudia agressão a professor no Campus da Ufam

Em: 13 de maio de 2009
A agressão ao professor da Ufam (Universidade Federal do Amazonas), Gilson Monteiro, pelo empresário Amim Aziz, ganhou repercussão na manhã de ontem na Assembléia Legislativa com a maioria dos parlamentares condenando a atitude do mestre
A agressão ao professor da Ufam (Universidade Federal do Amazonas), Gilson Monteiro, pelo empresário Amim Aziz, ganhou repercussão na manhã de ontem na Assembléia Legislativa com a maioria dos parlamentares condenando a atitude do mestre

A agressão ao professor da Ufam (Universidade Federal do Amazonas), Gilson Monteiro, pelo empresário Amim Aziz, ganhou repercussão na manhã de ontem na Assembléia Legislativa com a maioria dos parlamentares condenando a atitude do mestre que colocou em sala de aula uma questão envolvendo o nome do vice-governador OmarAziz, de maneira desairosa e ofensiva.
O primeiro a se pronunciar foi o deputado Luiz Castro (PPS) repudiando a atitude do empresário Amim, que agrediu a socos e pontapés o professor Gilson Monteiro, no momento em que ministrava aula. No entender do parlamentar, por mais que um membro da família Aziz (ele é irmão do vice-governador Omar Aziz) tenha se sentido ofendido por um comentário, ainda que equivocado, isso não lhe daria o direito de invadir um ambiente sagrado de aula e agredir fisicamente um mestre na frente de seus alunos.
Para Luiz Castro, a democracia exige respeito às opiniões adversas a sua e caso ela represente uma ameaça à integridade moral de alguém, as vias judiciais podem resgatar a honra e a dignidade. “O membro da família Aziz que invadiu a universidade, bateu, ameaçou e ainda utilizou o nome da família como uma couraça de proteção à sua atitude, é digno de pena”, disse Castro.
Depois de elogiar o ex-governador e atual prefeito Amazonino Mendes e o governador Eduardo Braga que, segundo ele, em nenhum momento utilizaram a violência contra seus críticos e inimigos políticos, Luiz Castro disse acreditar que o vice-governador Omar Aziz não teve nenhum conhecimento prévio do episódio. “Aproveito para dizer que Omar Aziz precisa se despir de qualquer laço de fraternidade e, publicamente, condenar o ato de seu irmão”, afirmou.
Belarmino Lins (PMDB), aproveitou para dizer que o vice-governador Omar Aziz está isento de qualquer culpa sobre o que ocorreu na Ufam, considerando que o vice-governador sempre manteve a firmeza e o equilíbrio necessários para debater diante do contraditório. Para Marco Antonio Chico Preto (PMDB) nada justifica o que aconteceu com o professor Gilson Monteiro, mas o episódio leva a uma reflexão, quando dentro da sala de aula existe um parente da pessoa que está sendo tratada de forma depreciativa, tem que haver uma reação lógica.
O deputado acrescentou ainda não entender o objetivo de um professor, em sala de aula, se referir de maneira desairosa a um fato que já foi passado a limpo. “Quando digo isso é porque houve uma CPI no Congresso Nacional que, ao seu final, deixou de forma clara o não envolvimento com qualquer ato criminoso por parte do vice-governador”.

Assembléia fica solidária ao vice-governador

“Pimenta nos olhos do outros é refresco”. Com esse ditado popular o deputado Sabá Reis (PR) esgrimiu um discurso de quase 15 minutos para criticar a postura do professor Gilson Monteiro, da Faculdade de Comunicação da Ufam, que anteontem à noite teria sido agredido pelo empresário Amin Aziz, na sala de aula, lodo depois de ter citado o vice-governador Omar Aziz durante aula sobre prostituição infantil.
Para Sabá, ainda existem pessoas que têm a “audácia de desrespeitar todas as pessoas que receberam um voto popular”, numa atitude inaceitável nos dias de hoje. Segundo ele, parece até que causa “incômodo o fato de o povo ter passado uma procuração de defesa para alguns membros da sociedade, o que desencadeia essa onda revanchista e de ódio contra políticos!”
Sabá Reis conta que um desses exemplos ocorreu na Faculdade de Serviço Social, onde estudou, quando um dos professores citou, como exemplo, o fato em que envolveram o vice-governador. “Os alunos reagiram e o professor se calou”, avisou Reis, que se disse solidário a Omar e garantiu que todas as acusações que foram feitas ao vice-governador foram motivadas pela inveja e pelo ódio.
“Omar foi vítima de uma calúnia, de uma infâmia. Foi vítima de um grupo político e, na eleição passada, acabamos, eu e ele – Sabá Reis foi candidato a vice-prefeito na chapa de Omar – vítimas de todos os grupos que disputaram a eleição, os quais utilizavam um fato já decidido e transitado em julgado para denegrir”, afirmou o parlamentar.
Na avaliação de Reis, o assunto em que Omar foi envolvido há mais de cinco anos foi transformado num verdadeiro tabu, tanto que “alguns políticos até evitaram tocar no problema da prostituição infantil com medo de serem inocentemente envolvidos”. Para Sabá, “eu, ao contrário, botei a cabeça de fora e defendi o Omar das injustiças e calúnias”.
Em aparte a Reis, o presidente Belarmino Lins criticou a postura do professor que rememorizou fatos ocorridos no passado e que acabaram por se configurar em calúnia e difamação. “É possível que, nesse caso, que aconteça uma reação como a que levou o irmão do vice-governador a uma posição extremada”, explicou o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Belarmino Lins (PMDB), depois de analisar o fato e afirmar que estava solidário a Omar por ter se tornado, mais uma vez, “vítima de calúnias e difamações”.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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