Lula cogita apoio do Exército para PAC

Em: 26 de janeiro de 2008
“O dinheiro já está garantindo”, disse Lula. “As condições (para realização das obras) vão depender do governador. Ele que diga o que precisa que nós estaremos
“O dinheiro já está garantindo”, disse Lula. “As condições (para realização das obras) vão depender do governador. Ele que diga o que precisa que nós estaremos

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não descartou, no Rio, a possibilidade de o Exército ocupar o complexo do Alemão para garantir a realização das obras do PAC no local. Lula garantiu que vai oferecer ao governador Sérgio Cabral (PMDB) o necessário para a realização das obras. Ele acrescentou que Cabral não fez qualquer pedido neste sentido e ressaltou que o principal para o andamento das obras é dinheiro.

“O dinheiro já está garantindo”, disse Lula. “As condições (para realização das obras) vão depender do governador. Ele que diga o que precisa que nós estaremos. Eu acho que não vai precisar de Exército nem de polícia porque o povo do complexo do Alemão sabe que o que nós nos propusemos a fazer lá vai melhorar a vida daquele povo”, completa. Lula participou de um almoço com Cabral, que fez aniversário no sábado.

Ainda na questão da segurança no entorno das obras do PAC, Lula avalia que se “houver algum bandido, ele vai compreender que é persona non grata e vai querer que o povo viva tranqüilo”.

Com o PAC o governo deve investir R$ 1,075 bilhão vindo da União (75%), do Estado (20,5%) e da prefeitura (4,5%). O valor é praticamente o mesmo que a administração municipal investiu desde 1993 em 143 comunidades com o programa Favela Bairro (US$ 600 milhões) e mais do que o Estado colocou na despoluição da baía de Guanabara (R$ 632 milhões) em 13 anos.

Aeroporto Tom Jobim

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse, no Rio, que não está discutindo a privatização do aeroporto internacional Tom Jobim. Nesta semana, o governador Sérgio Cabral (PMDB), reclamou das condições do aeroporto e ligou para o ministro da Defesa, Nelson Jobim, para pedir que o terminal fosse passado à iniciativa privada. Lula ressaltou que o Galeão tem que recuperar o “verdadeiro potencial ao qual ele foi criado. O que nós queremos é melhorar as condições dos aeroportos brasileiros. É importante que muitos aviões estrangeiros pousem no Rio porque o Estado é a cara do Brasil”, disse.

Lula observou ainda que pretende tornar o Galeão um aeroporto “classe A, que seja admirado pelos passageiros”.

Também na sexta-feira, em São Paulo, o presidente da Infraero (estatal que administra os aeroportos do país), Sérgio Gaudenzi, voltou a afirmar que o Carnaval será tranqüilo nos terminais.

“Conseguimos um final de ano bem tranqüilo. Se esperava um caos que não aconteceu. Tenho certeza de que também no carnaval não vai acontecer”, disse Gaudenzi.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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