Lula diz em Paulínia que o preço da gasolina está defasado

Em: 25 de abril de 2008
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse em Paulínia, que o preço dos combustíveis está defasado.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse em Paulínia, que o preço dos combustíveis está defasado.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse em Paulínia, que o preço dos combustíveis está defasado. Lula afirmou que ainda não recebeu “nenhuma informação’’ sobre aumento. “Eu acho que temos de reconhecer apenas que o petróleo custava US$ 30 o barril e está custando US$ 120. A última vez que aumentou a gasolina foi em 2005. Portanto, nós temos uma defasagem’’, disse após inauguração de fábrica da Braskem.
O presidente disse ainda que não quer “fazer insinuação’’ sobre eventual aumento dos combustíveis e que qualquer reajuste ainda será estudado.
Lula disse que o governo teme os efeitos de um reajuste sobre a meta de inflação. O Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central elevou em meio ponto a taxa básica de juros na semana passada por causa de pressões inflacionárias. “Nós temos que olhar que qualquer aumento de qualquer coisa na área de combustível, qual será a implicação que tem na inflação antes de tomar qualquer medida’’.
A possibilidade de alta na gasolina e no diesel foi considerada na última reunião do Copom, apesar de os modelos estabelecidos pelos diretores do BC ainda manterem oficialmente a projeção de que não haverá reajuste em 2008, um dos cenários debatidos levou em conta a hipótese e pesou na decisão final.
Dentro do governo, segundo a reportagem apurou, a avaliação é que seria melhor diluir logo o efeito do reajuste na inflação deste ano. Isso evitaria o acúmulo de pressões inflacionárias nos preços administrados em 2009.
Durante o discurso hoje, Lula criticou a comunidade internacional que tem incluído o álcool brasileiro como um dos vilões da inflação dos alimentos e conclamou políticos, empresários e a imprensa a se preparar para a “guerra’’ que será defender os biocombustíveis.
Sobre a agenda que o trouxe a Paulínia, o presidente cobrou da Petrobras uma postura de apoio ainda maior ao setor petroquímico brasileiro. Segundo ele, o setor precisa da Petrobras para ser forte o suficiente para disputar o mercado internacional. Disse que cobrou e quase “impôs’’ o envolvimento da estatal como sócia do setor e como organizadora da indústria.

Redação

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