Lula diz que precipitação no início da crise pesou na queda do PIB

Em: 16 de junho de 2009
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse na segunda-feira, que medidas tomadas por setores como a indústria automobilística diante da crise contribuíram para a queda do PIB a soma de bens e serviços produzidos no país
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse na segunda-feira, que medidas tomadas por setores como a indústria automobilística diante da crise contribuíram para a queda do PIB a soma de bens e serviços produzidos no país

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse na segunda-feira, que medidas tomadas por setores como a indústria automobilística diante da crise contribuíram para a queda do PIB (Produto Interno Bruto), a soma de bens e serviços produzidos no país.
“Alguns setores da economia se precipitaram em praticamente acabar com os seus estoques. Eu poderia pegar, como exemplo, a indústria automobilística, que no mês de dezembro, praticamente não produziu carros, deu férias coletivas, e isso tem um significado muito importante na queda do PIB brasileiro”, disse em seu programa de rádio “Café com o Presidente”.
Na semana passada, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou uma queda de 0,8% no PIB do primeiro trimestre deste ano sobre o quatro e de 1,8% ante o mesmo período do ano passado. Apesar de se dizer “um pouco triste” com o resultado, o presidente se mostrou otimista.
“O que é importante é que o pior já passou e a economia brasileira está dando sinais enormes de recuperação”, comentou. “Nós entramos por último nessa crise e vamos sair primeiro que todos os países”, completou Lula, acrescentando que os investimentos e o consumo da população “não permitiram que o Brasil tivesse um efeito mais danoso na queda do seu PIB”.
Lula também comemorou a queda da taxa básica de juros, a Selic, que na semana passada teve redução de um ponto percentual, passando de 10,25% para 9,25% ao ano. “Desde que foi criada, é a primeira vez que ela está abaixo de dois dígitos. É a primeira vez desde 1986, o que é uma coisa extremamente significativa”, ressaltou.
O presidente voltou a falar da necessidade da redução do “spread” bancário (a diferença entre os juros que o banco paga aos investidores e o que cobra nos empréstimos). “O ‘spread’ ainda está muito alto, o spread ainda está seletivo, e nós vamos manter todo o esforço para controlar a inflação”.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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