O presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, afirmou na quarta-feira que em seu país é “completamente inadmissível e um crime” produzir álcool derivado do cultivo de milho, mas que não tem divergências sobre isso com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Ao lado de Lula, que está em visita oficial à Nicarágua, Ortega disse que produzir etanol a partir do milho é atentar contra a alimentação da população.
Apesar de tudo, ponderou que as divergências não são com o presidente Lula, mas com o presidente George W. Bush, dos Estados Unidos, que desenvolvem o combustível usando milho.
Lula manifestou não ser “a primeira vez que chega a um país e que existe um clima de divergência política”.
“Eu nunca me aborreci, porque se há diferenças, elas têm que ficar explícitas e se elas não existem, isso também tem que ficar claro”, afirmou Luiz Inácio.
Por outro lado, Lula afirmou que produzir etanol com milho na Nicarágua é como produzir, no Brasil, com feijão, o que é impossível.
O presidente da Nicarágua falou à imprensa sobre os resultados das conversas com Lula durante um jantar particular na terça-feira à noite. Ortega afirmou que Lula e ele concordam em tudo relativo à produção de etanol.
“Quero desfazer qualquer dúvida que se possa colocar sobre o tema. Sobre isto, parte da imprensa (de Manágua) esteve especulando e deu a entender que íamos brigar e nos enfrentar pelo tema do etanol. Isso é absurdo”, enfatizou o presidente Daniel Ortega.
Ele explicou que seu governo apóia o cultivo da palma africana, não pensando no combustível mas na produção de óleo de cozinha. Ultimamente, porém, se considera o uso da planta também para a produção de biodiesel.
Lula e Ortega rejeitam produção de álcool
Em: 9 de agosto de 2007
O brasileiro defendeu também sua visão a respeito do etanol, como uma verdadeira opção ao problema energético que é comum a todos os países, tanto na África, quanto nos Estados Unidos ou na América Latina.
Redação
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