Lula garante que Brasil será auto-suficiente em gás

Em: 12 de novembro de 2007
Lula criticou o negativismo no Brasil, e disse que a falta de gás registrada no Rio há 14 dias foi um ‘mal-entendido’. ‘Houve um problema e de repente se vendeu como a crise do gás
Lula criticou o negativismo no Brasil, e disse que a falta de gás registrada no Rio há 14 dias foi um 'mal-entendido'. 'Houve um problema e de repente se vendeu como a crise do gás

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ontem que o Brasil será auto-suficiente na produção de gás no curto prazo. “Nós estamos trabalhando com a certeza de que, logo, logo, o Brasil também será independente na questão da produção de gás’’, disse Lula em seu programa matinal de rádio, “Café com o Presidente’’.

À tarde, em cerimônia no Planalto, o presidente criticou o negativismo no Brasil, e disse que a falta de gás registrada no Rio há 14 dias foi um “mal-entendido’’. “Houve um problema e de repente se vendeu como a crise do gás, quando na verdade não tinha crise no gás. Teve um mal-entendido sobre o gás.’’

Pelas projeções do governo, no entanto, o déficit na oferta de gás continua pelo menos até 2016, caso a economia cresça no ritmo esperado pela equipe econômica -cerca de 5% ao ano. A previsão está no PDEE (Plano Decenal de Expansão de Energia 2007/2016), estudo elaborado pela EPE (Empresa de Pesquisa Energética, estatal que planeja o setor).

De acordo com o plano, em 2016 faltarão 9,5 milhões de metros cúbicos de gás por dia nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. No Nordeste, o déficit é maior: 15,14 milhões de metros cúbicos/dia.

Os números do estudo apontam que a demanda por gás no Sul, Sudeste e Centro-Oeste aumenta de 61,5 milhões de metros cúbicos por dia em 2007 para 120,3 milhões de metros cúbicos em 2016. No mesmo período, a oferta do combustível cresce de 43,2 milhões de metros cúbicos para 110,8 milhões de metros cúbicos por dia.

Maurício Tolmasquim, presidente da EPE, afirmou que a declaração do presidente leva em conta a descoberta do campo de Tupi, anunciada na quinta-feira da semana passada pela Petrobras. Segundo ele, o campo de Tupi não foi levado em consideração nos estudos.

“Existe a possibilidade de o Brasil vir a ser auto-suficiente, considerando não só o campo de Tupi, como a região toda. Isso, é claro, é uma questão de probabilidade.’’

Ressarcir empresas

A ANP (Agência Nacional do Petróleo) terá que devolver R$ 5 milhões às 24 empresas que manifestaram interesse nos 41 blocos retirados da 9ª Rodada de Licitações. O valor é referente à taxa de participação para cada um dos setores, nas bacias de Campos (Rio), Santos (São Paulo) e do Espírito Santo, onde foi descoberta a reserva. A informação é do diretor da ANP Nelson Narciso. Das 74 empresas com interesse na 9ª Rodada, 66 foram habilitadas.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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