O presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi diplomado, ontem, pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral), como também o vice Geraldo Alckmin (PSB). O evento teve grande repercussão no cenário político e ainda nas redes sociais, dividindo as opiniões entre a população.
A cerimônia foi presidida pelo presidente do TSE, ministro Alexandre de Moraes, considerado hoje o maior personagem nos embates travados com o presidente Jair Bolsonaro (PL) sobre questionamentos envolvendo o desfecho das eleições no segundo turno, consagrando Lula como vencedor da disputa presidencial.
“É inadmissível ver novamente um político eleito para presidente envolvido com tanta corrupção em seus governos anteriores”, lamentava o engenheiro Solano Borges, apoiador do atual presidente e que participou de atos públicos em protesto contra o resultado das urnas eletrônicas em Manaus. “Preparem-se para mais dias difíceis a partir do próximo ano”, acrescenta ele.
Egresso de universidades públicas, o professor universitário Dario Miranda não compartilha da mesma opinião. Ao contrário, para ele, Lula continua sendo a grande esperança do povo brasileiro. “Poderemos resgatar tantos benefícios extintos pela atual equipe do Planalto. Nunca se viu um Brasil tão mergulhado em crise como se observa agora, o povo passando tanta fome, sem oportunidades de emprego, privilegiando a mesma elite que domina o poder”, diz. “O presidente eleito sempre foi a voz das minorias”, ressalta.
Durante a diplomação, Lula não conteve a emoção e chorou. “O resultado das eleições é uma resposta do povo brasileiro pela manutenção da democracia, algo que está ainda hoje muito ameaçado. A vontade soberana da maioria prevaleceu, restabelecendo os ventos democráticos que sempre nortearam o nosso País”, disse o presidente eleito, em lágrimas.
Muito emocionado e chorando, Lula dedicou ao povo brasileiro o diploma de presidente eleito. Citou Deus e disse que fará todos os esforços para cumprir com o compromisso de “fazer o Brasil um país mais desenvolvido e mais justo”.
O TSE fez a cerimônia de diplomação do presidente eleito e do vice no evento que começou às 14h25 de ontem e foi realizado no plenário do tribunal, em Brasília. Pelo menos 400 convidados estavam presentes, entre eles, parlamentares, ministros de tribunais superiores e representantes de governos estrangeiros.
Os ex-presidentes José Sarney e Dilma Rousseff também participaram da cerimônia. Do lado de fora, um forte esquema de segurança foi montado para proteger a sede da Corte eleitoral.
A cerimônia começou com a execução do Hino Nacional pela banda dos Dragões da Independência, do Batalhão da Guarda Presidencial.
Em seguida, o ministro Alexandre de Moraes entregou os diplomas para Lula e Alckmin. Após receber o documento das mãos de Moraes, o presidente eleito discursou, agradecendo ao povo brasileiro pela vitória e prometendo cumprir as promessas feitas durante a disputa presidencial.
A diplomação é uma cerimônia organizada pela Justiça Eleitoral para formalizar a escolha dos eleitos nas eleições e marca também o fim do processo eleitoral brasileiro. Com o diploma eleitoral em mãos, os eleitos podem tomar posse no dia 1° de janeiro de 2023.
O TSE é responsável pela diplomação dos candidatos à Presidência da República. Os deputados, senadores e governadores são diplomados pelos tribunais regionais eleitorais (TREs) até 19 de dezembro.
Por MARCELO PERES
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