O presidente Luiz Inácio Lula da Silva começa 2009 sob pressão para acomodar no governo petistas que saíram das urnas derrotados ou acabaram seus mandatos e ficaram desempregados.
A lista inclui os ex-prefeitos Fernando Pimentel (Belo Horizonte), João Paulo (Recife) e José de Filippi (Diadema), que conseguiram fazer seus sucessores, saíram fortalecidos das eleições municipais e têm pretensões para as eleições em 2010.
Com prestígio em alta e bom relacionamento com o presidente Lula, os três já articulam espaços que garantam que fiquem na vitrine pelos próximos dois anos.
Antes do Natal, o presidente Lula esteve com Fernando Pimentel e convidou-o para uma conversa em janeiro, da qual também participarão João Paulo e Filippi.
O presidente tem demonstrado resistência em mudar ministros antes de abril de 2010 por dois motivos: não quer que nos dois últimos anos de seu governo os refletores saiam do gabinete presidencial e passem a ter como foco a atuação de eventuais novos ministros candidatos, e porque qualquer mudança para privilegiar petistas implicará problemas políticos com partidos que integram a base governista.
Ao mesmo tempo, Lula enfrenta pressões do PT para fortalecer os quadros do partido com vistas à disputa pelos governos estaduais e para oxigenar o governo em meio a um possível agravamento da crise econômica. Para contornar problemas com aliados e ao mesmo tempo trazer políticos de sua confiança para perto do governo, a alternativa em discussão é transformá-los em coordenadores da campanha da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) à sucessão presidencial: João Paulo no Nordeste, Pimentel, em Minas, e Filippi no ABC Paulista. A primeira opção pensada pelo Planalto era a de colocar Pimentel no Ministério do Turismo. Mas houve recuo porque a nomeação obrigaria Lula a acomodar os demais, incluindo a ex-ministra Marta Suplicy, que perdeu a eleição em São Paulo.
Outro fator que pesa contra a ida de Pimentel para a Esplanada dos Ministérios é que os ministros Patrus Ananias (Desenvolvimento Social), Hélio Costa (Comunicações), e Luiz Dulci (Secretaria Geral) trabalham contra uma eventual nomeação. Patrus e Pimentel são pré-candidatos do PT ao governo de Minas Gerais, assim como Costa, pelo PMDB. Com relação a Marta, interlocutores do presidente afirmaram que ele não tem planos para a ex-prefeita, o que dificulta qualquer movimentação no tabuleiro ministerial.
Lula terá que acomodar petistas sem emprego após as eleições
Em: 5 de janeiro de 2009
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva começa 2009 sob pressão para acomodar no governo petistas que saíram das urnas derrotados ou acabaram seus mandatos e ficaram desempregados
Redação
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