Lutas da CUT nos 30 anos de atuação

Em: 21 de agosto de 2013
Os 30 anos de atuação da CUT (Central Única dos Trabalhadores) foram debatidos em Sessão Especial, que aconteceu na tarde desta terça-feira (20), no plenário da Aleam (Assembleia Legislativa do Estado).
Os 30 anos de atuação da CUT (Central Única dos Trabalhadores) foram debatidos em Sessão Especial, que aconteceu na tarde desta terça-feira (20), no plenário da Aleam (Assembleia Legislativa do Estado).

Os 30 anos de atuação da CUT (Central Única dos Trabalhadores) foram debatidos em Sessão Especial, que aconteceu na tarde desta terça-feira (20), no plenário da Aleam (Assembleia Legislativa do Estado). O autor da proposta foi o deputado José Ricardo Wendling (PT), líder do PT na Casa.
A CUT foi fundada no dia 28 de agosto de 1983, na cidade de São Bernardo do Campo (SP), durante o 1º Conclat (Congresso Nacional da Classe Trabalhadora). Naquele momento, mais de cinco mil homens e mulheres, vindos de todas as regiões do país, lotaram o galpão da extinta companhia cinematográfica Vera Cruz e imprimiam um capítulo importante da história. Considerada como organização sindical brasileira de massas, em nível máximo, a CUT tem caráter classista, autônomo e democrático, tendo como compromisso a defesa dos interesses imediatos e históricos da classe trabalhadora.
Para o deputado, hoje vive-se um momento importante da história do Brasil, que começou com o governo Lula e continua no governo Dilma, ao longo de dez anos da gestão do PT, numa ótica onde o trabalhador e a trabalhadora são valorizados, com a redu­ção significativa da miséria e da inclusão de milhões de brasileiros, que antes estavam ex­cluídos de direitos básicos. “São políticas que estão ampliando o poder aquisitivo do tra­ba­lhador. Mas precisamos trabalhar agora a qualidade do emprego, onde atuam a CUT e outras organizações”, disse ele, enfatizando que essa realidade é resultado da lu­ta dos trabalhadores e da CUT, que sempre participaram desse processo de inclusão social.
E completou: “Os debates em torno da ZFM (Zona Franca de Manaus) devem estar sempre na pauta das categorias de trabalhadores, como as mudanças na legislação, a fragilidade do modelo e sua prorrogação e extensão, além das discussões sobre as alternativas econômicas para a região. Temos ainda muita pobreza no Amazonas e atrasos em muitas áreas, como na educação, com índices de desenvolvimento humano muito baixo em várias cidades. Quadro que precisamos mudar. O poder público tem que ouvir a sociedade e os movimentos de classe, como a CUT, para definir as suas prioridades. Parabéns à CUT por essas três décadas de forte atuação”.
O presidente da CUT/AM, Waldemir Santana, enfatizou que todos os sindicatos compõem a CUT ao longo desses 30 anos. “Quando os sindicalistas fazem uma boa reivindicação, quem ganha é a classe trabalhadora. Nós queremos emprego local, e não importar mão de obra. Continuamos lutando por mais direitos trabalhistas, esperando sempre o apoio da Assembleia. Por que não dá para aceitar que empresas ganhem incentivos fiscais de ICMS sem qualquer contrapartida para os municípios do Estado”, disse.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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