Em uma grande ação humanitária para amenizar os efeitos devastadores do período de cheia dos rios, mais de 1.200 comunidades ribeirinhas foram beneficiadas em 4 meses. A iniciativa faz parte da Operação Cheia 2025 da Defesa Civil do Estado do Amazonas, iniciada em 16 de abril e visa reduzir os impactos econômicos e sociais causados pela enchente na vida da população.
Até o momento, foram enviadas 809 toneladas de cestas básicas para as regiões afetadas. Além da segurança alimentar, o acesso à água potável tem sido uma prioridade.
A Defesa Civil distribuiu 3.750 caixas d’água de 500 litros, 57 mil copos de água potável, 10 kits purificadores e uma Estação de Tratamento Móvel (Etam), beneficiando 16 municípios que decretaram situação de emergência.
O secretário de Estado de Defesa Civil, Francisco Máximo, destacou a importância do trabalho conjunto dos órgãos estaduais.
“Esse trabalho é extremamente importante porque ele reduz os impactos econômicos e sociais que esses eventos adversos trazem de transtorno para a população do nosso estado”, afirmou
Ajuda que transforma realidades
Para milhares de famílias, a assistência chegou como um alento em meio à dificuldade. A aposentada Maria Auxiliadora, de 64 anos, moradora da cidade de Coari, a 363 quilômetros de Manaus, é uma das que receberam a ajuda. Com voz emocionada, ela expressou sua gratidão:
“Vai ajudar muito. A nossa renda é muito pouquinha mesmo. Só eu que sou aposentada e não dá. E essa cesta básica vai ajudar. Eu agradeço ao governador que está nos ajudando. É uma ajuda que chegou em boa hora”. disse
Panorama da cheia no Amazonas
De acordo com decretos municipais, 43 dos 62 municípios amazonenses permanecem em Situação de Emergência. Outros 12 estão em estado de Alerta, um em Atenção e apenas seis em Normalidade.
Os dados de monitoramento apontam que aproximadamente 139.976 famílias foram afetadas em todo o estado, o que equivale a cerca de 559.886 pessoas impactadas diretamente pela cheia.
Uma luz no fim do túnel é a informação de que as nove calhas de rios do Amazonas já iniciaram o processo de vazante (descida das águas).
Monitoramento constante
A Defesa Civil mantém um monitoramento constante da situação hidrológica. O trabalho é realizado de forma ininterrupta pelo Centro de Monitoramento e Alerta da Defesa Civil do Estado.
A operação é coordenada pelo Comitê de Enfrentamento a Eventos Climáticos e Ambientais no Amazonas, que reúne 33 secretarias, órgãos e entidades estaduais.
Eles contam com o suporte do Comitê Técnico-Científico, responsável por embasar cientificamente as decisões tomadas pelo Comitê Permanente, garantindo que as ações sejam as mais eficazes possíveis para proteger a população ribeirinha.







