Mais de 30 mil consumidores fora do SPC

Em: 12 de novembro de 2010
Mais de 30 mil pessoas já estão com o nome fora da lista negra do SPC (Serviço de Proteção ao Crédito) e Serasa através da campanha para recuperação de crédito
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Mais de 30 mil pessoas já estão com o nome fora da lista negra do SPC (Serviço de Proteção ao Crédito) e Serasa através da campanha para recuperação de crédito

Mais de 30 mil pessoas já estão com o nome fora da lista negra do SPC (Serviço de Proteção ao Crédito) e Serasa através da campanha para recuperação de crédito. A informação é do presidente da FCDL/AM (Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Amazonas), Ralph Assayag. E de acordo com ele, o número representa uma redução de 6,1% na quantidade de consumidores inadimplentes –que atualmente é de 375 mil na capital.
“Estamos com um saldo muito positivo em relação à campanha do ano passado e esperamos que o número de pessoas que sairão da inadimplência ultrapasse os resultados de 2009”, declarou Assayag.
A meta divulgada pelo dirigente é alcançar mais de 50 mil CPFs (Cadastro de Pessoa Física) até o dia 30 de novembro. Todo mês, a FCDL/AM registra a entrada de cerca de 3.000 nomes no SPC, porém somente a metade consegue sair. A previsão é que durante a campanha, aproximadamente, 20% do total de inadimplentes devem sair da lista de devedores.
O diretor das lojas TVLar, Antonio Azevedo, avalia que uma parcela de devedores consegue se livrar da dívida e nunca mais voltar a dever. Porém, uma outra parte, embora em menor número, renegocia o débito e não consegue quitar o acordo.
Azevedo revelou que a lista de inadimplentes da empresa chega a 15 mil pessoas. Com a campanha, três mil clientes deixaram a lista de devedores. “A negociação é feita da seguinte forma na TVLar: a pessoa dá uma entrada de 20% do valor da dívida e pode pagar em cinco vezes sem juros ou em nove com juros”, explicou.
O principal vilão para quem tem contas em atraso é o juro de mora. Em média, este gira em torno de 12% e em três meses pode alcançar uma percentagem próxima aos 36%. Se uma pessoa possui uma dívida inicial de R$ 100, esta conta, levando em consideração apenas os encargos por falta de pagamento, pode chegar a R$ 250.

Economia estável

Para o economista Alex Del Giglio, um dos fatores que contribuíram para um maior interesse do amazonense com “nome sujo na praça” foi uma economia mais estável. “Hoje há um aumento de renda entre as pessoas e elas estão com uma folga financeira maior e com isto estão quitando seus débitos”, informou.
Segundo Giglio, o consumidor deverá ter cautela nas próximas compras para não entrar novamente na lista de inadimplentes. “Este é o fator psicológico, alguns querem se livrar das dívidas para voltar a ter crédito e acabam voltando para a inadimplência”, concluiu.

Risco de calote no primeiro trimestre aumenta, avisa Serasa Experian

O Indicador Serasa Experian de Perspectiva da Inadimplência do Consumidor cresceu 0,6% em setembro de 2010. Como o indicador possui a propriedade de antever, num horizonte médio de seis meses, as oscilações cíclicas da inadimplência, a elevação registrada pelo indicador em setembro sinaliza que o nível de calote do consumidor pode demonstrar sinais de elevação na virada do primeiro para o segundo trimestre de 2011.
Os pagamentos relativos às compras de Natal, às despesas com as viagens de férias, aos compromissos fiscais -IPVA (Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores) e IPTU (Imposto Predial e Territorial urbano)- e à aquisição de material escolar costumam concentrar-se ao final do primeiro trimestre, de acordo com análise dos economistas da Serasa Experian. “Por isso, quase sempre provocam repiques na inadimplência dos consumidores nessa época, especialmente daqueles que não se programaram adequadamente para fazer frente a tais compromissos”, assinalaram, no texto da pesquisa.
Apesar da elevação, o indicador permanece abaixo do nível 100 (inadimplência inferior ao padrão histórico brasileiro). Assim, prosse‑ guem os especialistas, ainda não se vislumbram riscos de que esta inadimplência cons‑ titua algo que inviabilize a continuidade da expansão do crédito aos consumidores, pelo menos no curto prazo.

Dívidas das empresas

Já o Indicador Serasa Experian de Perspectiva da Ina‑ dimplência das Empresas recuou 2,1% em setembro de 2010, atingindo o patamar de 86,9, perfazendo o 17º recuo mensal consecutivo.
A retomada de um ritmo de crescimento mais acelerado da economia brasileira, após a desace‑ leração observada durante o segundo e o terceiro trimestres de 2010, favorece a geração de caixa das empresas, conforme os economistas da Serasa Experian. “Este cenário deverá ainda prevalecer ao longo dos próximos meses, colaborando para a continuidade de recuos graduais dos níveis de inadimplemento das empresas”, concluíram.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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