Management – Planejamento de carreira

Em: 21 de maio de 2008
Passamos uma grande parte da nossa vida diária no trabalho e, além dos recursos financeiros necessários.
Passamos uma grande parte da nossa vida diária no trabalho e, além dos recursos financeiros necessários.

Passamos uma grande parte da nossa vida diária no trabalho e, além dos recursos financeiros necessários, o que realizamos profissionalmente está diretamente ligado ao nosso sucesso ou fracasso enquanto seres humanos. Algo tão importante não pode ser direcionado por uma circunstância de mercado ou opinião alheia. Pelo contrário. O que vamos fazer e que profissão escolheremos é indelegável por ser uma das decisões mais importantes que teremos e que vai influenciar nossa história de forma decisiva.
Lidamos, como consultores, com empresários, executivos e profissionais de toda ordem. Muitos de absoluto e reconhecido sucesso e outros que ainda não se encontraram. Dentre os muitos fatores que podemos identificar de elo comum entre os que são reconhecidamente de sucesso, um que chama a atenção é a certeza destas pessoas que fazem exatamente o que gostariam de fazer, ou seja, amam a profissão que abraçaram.
A questão é: essas pessoas amam o que fazem ou escolheram fazer o que julgaram amar? Amar o que faz é sinal de maturidade pessoal e profissional. Agora, trabalhar no que ama é sinal de uma escolha e esta diferença apesar de sutil é de muito significado. As pessoas que fizeram esta escolha têm uma chance muito grande de darem o melhor de si e de se tornarem verdadeiros profissionais de sucesso, pois um esforço adicional não será considerado sacrifício e sim um comportamento natural de quem faz o que ama.
Tudo isso pode parecer óbvio e realmente é. Mas, infelizmente, ainda não é o raciocínio vigente dos estudantes e jovens do nosso país. Milhares de jovens tomam sua decisão sobre qual profissão seguir baseados em vários fatores tais como influência da profissão dos seus pais; influência direta dos seus pais, aceitando as suas sugestões; influência dos colegas e amigos, até com a finalidade (banal) de continuar com o relacionamento na universidade; influência da Mídia, que projeta ícones desta e daquela profissão; influência dos dados que apontam esta ou aquela profissão que estão mais valorizadas, ou seja, “dão mais dinheiro”; menor nível de concorrência para obter a vaga na universidade, etc.
Fora os exemplos acima, há também os que não tomam nenhuma decisão e por uma verdadeira “inércia” se vêem numa sala de aula de uma universidade.
Quando entrevistamos candidatos às vagas de cargos de elevado nível muitas vezes nos esquecemos de investigar (e é esta mesma a expressão) como este profissional chegou ao que é hoje. A forma de como decidiu vai dizer muito de como esta pessoa abraça o que faz atualmente.
Em recursos humanos desenvolvemos projetos para desenvolvimento de carreira dentro das organizações e isso é válido. Ter uma sistemática definida e conhecida para o crescimento dentro da estrutura das empresas é um poderoso motivador para a obtenção e retenção de talentos na administração moderna. Louvamos e admiramos as empresas que pensam e executam esse modelo de pensamento. Mas de quem é a responsabilidade pelo planejamento de carreira de uma pessoa? É neste ponto que novamente gostaríamos de forçar a reflexão dos leitores.
O planejamento de carreira começa na infância. Nos modelos que são apresentados às crianças. Seja pelos pais como pelos professores e outras pessoas que as influenciam pelos seus exemplos. Portanto pais e educadores têm a responsabilidade não de forçar a escolha desta ou aquela profissão, mas, de informar sobre todas as possibilidades que o mundo profissional oferece. E isso se inicia desde a mais tenra idade quando a criança diz o “que vai ser quando crescer”. Neste momento alguns pais aproveitam a colocação e tentam criar uma obsessão no sentido daquela escolha inocente se tornar uma velocidade. Outros pelo contrário correm apressados para denegrir a profissão referida e desmotivar o filho naquele sentido. Sabemos que as crianças mudam várias vezes de idéias e opiniões, o importante é encorajá-las a sonhar e a ter uma visão do seu futuro. Ao se projetarem no futuro elas dão um forte passo neste sentido

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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