Manaus Ambiental não quer o Proama

Em: 14 de novembro de 2012
Maior estrela da campanha política de 2012, a água continua determinando os embates entre os parlamentares no âmbito da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas
Maior estrela da campanha política de 2012, a água continua determinando os embates entre os parlamentares no âmbito da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas

Maior estrela da campanha política de 2012, a água continua determinando os embates entre os parlamentares no âmbito da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas. Ontem (13), a água voltou à pauta da casa um dia após a audiência pública promovida pelo líder do governo Estadual na Aleam, deputado Sinésio Campos (PT), sobre a inserção do Proama (Programa Água para Manaus) na rede de distribuição municipal de água.
Divergindo de Sinésio, que viu avanços na audiência pública, os deputados José Ricardo (PT) e Marco Antônio Chico Preto (PSD) expressaram decepção com relação ao evento e usaram a tribuna para atacar a empresa Manaus Ambiental que, segundo eles, mostra total má vontade com o Proama, apesar de o governador Omar Aziz (PSD) e o prefeito eleito Artur Neto (PSDB) já terem anunciado a solução do problema para o primeiro semestre de 2013.
Para José Ricardo, a audiência de segunda-feira (12) não ajudou em nada, já que os representantes da Manaus Ambiental simplesmente desconversaram sobre o Proama, frustrando as expectativas dos parlamentares que, desde o primeiro turno da disputa municipal, se empenham para convencer a Prefeitura de Manaus a inserir o programa do governo estadual no sistema de distribuição de água da cidade, suprindo as demandas, sobretudo, das zonas norte e leste.
“A Manaus Ambiental não disse se vai ou não assumir a administração do Proama e sua dívida de mais de 300 milhões de reais, dívida criada pelo governo do Estado. Ao mesmo tempo, a prefeitura tem que apertar o cerco contra essa empresa que não cumpriu sua meta de levar água a todas as regiões de Manaus em 2011”, comentou José Ricardo, lamentando que a gestão Amazonino Mendes (PDT) tenha sido conivente com a letargia da empresa.
Por isso, o parlamentar petista diz que o prefeito eleito, Artur Neto, deve pressionar a Manaus Ambiental nos seus primeiros 100 dias de governo, obrigando-a a assumir o Proama. “Essa é a minha posição sobre essa questão e é a posição também do vereador petista na Câmara Municipal de Manaus, Waldemir José, pois água é um serviço essencial para a vida da população”, sublinhou, esclarecendo que a reestatização da água é fundamental para a resolução do grave problema de desabastecimento da cidade.
Frustração
A exemplo de José Ricardo, o líder da maioria na Aleam, deputado Chico Preto, também enfatizou sua frustração com a Manaus Ambiental. Segundo ele, “a empresa não deu resposta alguma sobre o prazo para que o Proama seja interligado à rede municipal de abastecimento de água, a despeito da boa disposição para resolver o problema manifestada pelo governador Omar Aziz e pelo prefeito eleito Artur Neto logos depois do pleito municipal”. Em sua opinião, “enquanto a Manaus Ambiental fica indiferente, Omar e Artur já conversaram e pretendem assinar compromisso jurídico-administrativo sobre o Proama”.
Na contramão de Chico Preto, Sinésio Campos disse da tribuna da Aleam que a audiência pública de segunda-feira, bastante criticada na sessão legislativa de ontem, “mostrou, sim, resultados positivos, grandes avanços, pois, inclusive, enfatizou exemplos históricos como o período em que a antiga Cosama abastecia o Distrito Industrial da Suframa”. Conforme o líder governista, “hoje o DI é abastecido por poços artesianos, o que deve acabar se o Proama for inserido na rede municipal de distribuição de água”.
De acordo com o diretor-presidente da Manaus Ambiental, Alexandre Bianchini, R$ 30 milhões é o valor necessário para o processo de interligação do Proama com o sistema atual. Sustenta ele que o Proama já poderia estar em pleno funcionamento não fosse impasse entre o governo do Estado e a Prefeitura. Bianchini destaca o emprego de tecnologia de ponta na construção do Proama e afirma que a Manaus Ambiental está pronta para administrar o empreendimento.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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