Uma Missão do Banco Mundial esteve na última sexta-feira, 6, em Manaus, para uma reunião com o diretor de Distribuição da Eletrobrás e presidente da Manaus Energia, Flávio Decat, para tratar da contratação de um financiamento da ordem de US$ 500 milhões para investimentos.
A representante do Banco Mundial no Brasil, Jeniffer Sara, que liderou a equipe de quatro consultores, tratou com executivos da Manaus Energia os aspectos básicos do processo que leva em conta aspectos socioambientais como melhoria da qualidade de vida e do atendimento no fornecimento de energia para as populações do Amazonas, Acre, Rondônia, Roraima, Alagoas e Piaui.
Estratégia arrojada
A negociação para a contratação do financiamento é inédita para a Manaus Energia, considerando o volume de recursos envolvidos. De acordo com o presidente Flávio Decat, a captação destes recursos irá contribuir com a consolidação da Manaus Energia como empresa independente, que interage com instituições bancárias multilaterais. “O fato de recebermos em Manaus uma Missão do Banco Mundial, chefiada pela representante da instituição no Brasil para viabilizar financiamento dessa magnitude, em dólar, dá bem a medida do novo posicionamento da empresa no mercado”, disse Decat.
Os investimentos contemplam a melhoria da qualidade dos suprimentos e sistema de distribuição, além da criação de infraestrutura para aumentar a segurança e evitar danos ao meio ambiente, tanto na capital quanto em localidades do interior dos seis Estados envolvidos.
Também está dentro do plano de investimento o combate a perdas técnicas e não-técnicas, a atualização tecnológica e a eliminação de sobrecargas em sub-estações, transformadores e alimentadores. “Para se ter uma idéia a Manaus Energia, por exemplo, que fatura cerca de R$ 1,8 bilhão por ano, registra uma perda de 38% no seu processo de distribuição, o que significa mais de R$ 380 milhões, recurso que poderia ser investido na melhoria dos serviços”, disse o assistente da diretoria de distribuição, Sérgio Bondarovisky, que participou da reunião com os consultores do Banco Mundial.
Esses projetos, de acordo com membros da diretoria da Manaus Energia, vão trazer mais eficiência na distribuição e melhores resultados para a sociedade, na medida em que os serviços são prestados com maior eficácia.
O processo para liberação dos recursos dessa natureza leva aproximadamente um ano para se concretizar e os investimentos cumprirão um cronograma de cinco anos.







