Manaus exporta 22,12% a menos

Em: 16 de fevereiro de 2012
A balança comercial da capital amazonense fechou o primeiro mês do ano com déficit de US$ 957,63 milhões. Nem mesmo o crescimento de 82,28% na exportação de motocicletas de 125 cilindradas –produto mais vendido em janeiro- conseguiu reverter a situação
A balança comercial da capital amazonense fechou o primeiro mês do ano com déficit de US$ 957,63 milhões. Nem mesmo o crescimento de 82,28% na exportação de motocicletas de 125 cilindradas –produto mais vendido em janeiro- conseguiu reverter a situação

A balança comercial da capital amazonense fechou o primeiro mês do ano com déficit de US$ 957,63 milhões. Nem mesmo o crescimento de 82,28% na exportação de motocicletas de 125 cilindradas –produto mais vendido em janeiro- conseguiu reverter a situação. Dessa forma, Manaus exportou 22,12% a menos (US$ 57, 65 milhões) em relação a igual período de 2011, segundo dados do Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior).
A Argentina, comprador mais expressivo, participou com US$ 21,790 milhões, retração de 19,12% no comparativo com janeiro do ano passado. As exportações para a Venezuela e a Colômbia também caíram, 13,42% e 35,96%, respectivamente.
“Não está fácil exportar”, afirmou o analista econômico da Fieam (Federação das Indústrias do Estado do Amazonas), Gilmar Freitas.
Para ele, países da Europa e os Estados Unidos, apesar de não estarem entre os principais compradores dos produtos locais, ainda enfrentam crise econômica, o que teria diminuído suas participações nas compras.
“E os países do Mercosul, mesmo fora dessa situação, acabam se resguardando para não serem atingidos de alguma forma. Esse quadro não existia em janeiro de 2011 e é ele que justifica esse déficit ainda maior”, acrescentou o economista.
Apesar do bom desempenho do setor de duas rodas, a queda também foi puxada por uma retração de 77,86% na exportação de terminais portáteis para aparelhos celulares.
Enquanto isso, as importações de insumos e produtos aumentaram 17,41%, passando de US$ 864,75 milhões em janeiro do ano passado para US$1,01 bilhão esse ano.
Os principais produtos importados foram os acessórios para receptores de rádio e TV (US$ 235,302 milhões), acréscimo de 52,8% sobre 2011, seguidos dos componentes para a fabricação de motos com US$ 37,062 milhões e placas de CI (circuito interno) responsáveis por US$ 29, 614 milhões em importações.
O crescimento na importação, de acordo com Gilmar Freitas, não pode ser considerado uma desvantagem. “Ao contrário, nesse contexto, aponta um crescimento da produção. Basta observar que as principais importações foram de componentes e não de produtos acabados, o que significa que a produção deve começar a crescer em março uma vez que fábrica nenhuma importa insumo se não houver pedidos. Portanto, no geral, a expectativa é positiva para esse ano”, avaliou.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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