Unir medicina e ecologia em prol da saúde do ser humano. Esse é o principal propósito do 1º Congresso Internacional de Medicina Ambiental que o Instituto de Otorrinos da Amazônia Pierre Gehanno realiza em Manaus, no período de 5 a 7 de setembro, no auditório da Universidade do Estado do Amazonas. E que está sendo apresentado à população do Norte do Brasil esta semana.
O congresso, inédito no Brasil, deve reunir ao menos 300 participantes, entre médicos, pesquisadores, autoridades de saúde e estudantes. E, o mais importante: 32 palestrantes brasileiros e estrangeiros que apresentarão suas pesquisas, boa parte delas inédita. Eles trarão um tema jamais discutido no país, mas intensamente pesquisado nos Estados Unidos e Europa.
Iniciativa do médico e pesquisador, Gilberto de Paula, o tema Medicina Ambiental é um ponto de conexão entre a medicina e a ecologia. “E sob essa nova perspectiva a saúde individual e coletiva passa a ser um reflexo direto dos acontecimentos relacionados ao ar, água e solo, no qual se desenvolve uma população”, explicou.
Mais que a discussão, o encontro tem a tarefa de sensibilizar autoridades, provocar a assinatura de convênios de Cooperação Técnica com entidades científicas internacionais, dentro do tema, desenvolvendo estudos sobre mudanças do meio ambiente e nos perfis da saúde das populações amazônicas. “A nossa proposta é discutir, propor, apresentar estudos, reflexões e proposições sobre o fenômeno-saúde e doenças dentro de uma perspectiva ambiental, além de não perder a liderança sobre esse processo no Estado e em toda a região Norte do país”, completou Gilberto de Paula.
Medicina Ambiental
A medicina ambiental é uma especialidade inclusiva, no sentido de agregar novas e antigas compreensões e possibilidades preventivas à prática das especialidades exercidas em ambientes públicos e privados. Traz em si o paradigma da conexão entre as ciências básicas e complexas do meio ambiente e os aspectos clínicos e epidemiológicos da medicina.
O impacto das modificações do meio ambiente com o processo de crescimento das populações das cidades brasileiras tem suas manifestações na saúde das populações. Conhecer esses novos agentes e vetores faz parte da atualização necessária que todo país necessita em função das modificações sofridas pela sua própria trajetória econômica e social no tempo.
Algumas doenças ambientais do século passado ainda perduram a despeito dos esforços públicos e outras enfermidades ambientais emergem de forma exponencial, tais como doenças imunológicas, alérgicas metabólicas e malignas.






