Manaus é o lugar mais barato para a construção naval no Brasil, com custos até 30% inferiores aos de outras cidades do país. Foi o que informou o presidente do Sindnaval (Sindicato da Indústria da Construção Naval de Manaus), Mateus Araújo, durante workshop que reuniu, na quinta-feira, 12, empresários holandeses e amazonenses em busca de parcerias e acordos para o setor.
A razão do baixo custo, para Mateus Araújo, é a facilidade na importação dos equipamentos. Segundo ele, os itens necessários para se construir um navio tem alto valor agregado e os benefícios oferecidos pelo PIM (Polo Industrial de Manaus) conseguem diminuir bastante os custos com a importação de peças e equipamentos. Ele explicou ainda que em Estados como o Rio de Janeiro, por exemplo, quase não há mais espaço para construir, o que encarece o serviço. Isso justificaria o interesse dos investidores estrangeiros pela ZFM (Zona Franca de Manaus). Outros países, como a Finlândia, também têm dado atenção ao segmento em Manaus.
“Para nós, é muito vantajoso, pois é em função do crescimento do setor que agora estamos colhendo esses parceiros, que possivelmente daqui a mais alguns dias estarão instalando suas indústrias na cidade”, comemorou o presidente do Sindnaval.
O embaixador da Holanda, Kees Rade, presente no evento, ressaltou que a reunião serviu pra intensificar as relações econômicas entre seu país e o Brasil no que se refere ao polo naval. “O Estado tem muito potencial, com uma taxa de crescimento de 9% pelos dois últimos anos. Depois da China é a segunda maior taxa de crescimento. Nesse setor temos muito que compartilhar com os amazonenses. Nossa intenção é trazer novas possibilidades para o segmento”, destacou.
PIM Naval
A Suframa (Superintendência da Zona Franca de
Manaus) já solicitou ao Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) um terreno especialmente direcionado para o segmento. O PIM Naval ou Distrito 3, como também já é conhecido, vai concentrar toda a atividade do polo em uma mesma área, ainda sem definição.
“Atualmente, o polo naval está ocupando a orla da cidade de Manaus. Precisamos tirá-lo de lá para, só então, organizar o setor”, informou Mateus Araújo. O dirigente acrescentou que o ‘Distrito 3’ pretende englobar não apenas o segmento como também a indústria naval periférica, a cadeia produtiva que precisará ser instalada.
Até o março deste ano, o setor já acumulou um faturamento de US$ 18.312 milhões. Um crescimento de 56,79% no comparativo com os US$ 18.312 milhões do mesmo trimestre do ano passado.






