Marcos Rotta denuncia descaso do INSS com trabalhadores

Em: 18 de outubro de 2007
O deputado Marcos Rotta denunciou na ALE, em cessão de tempo,o descaso do Instituto Nacional de Previdência Social com pessoas que buscam aposentadoria e outros benefícios.
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O deputado Marcos Rotta denunciou na ALE, em cessão de tempo,o descaso do Instituto Nacional de Previdência Social com pessoas que buscam aposentadoria e outros benefícios.

A cessão de tempo contou com a presença de cerca de dez trabalhadores que se uniram para exigir seus direitos e pedir apoio dos deputados.

Entre eles, a doméstica Elita da Silva Santos, 60, que desde 7 de fevereiro deste ano tenta transferir o benefício que a mãe Maria Mateus da Silva deixou para a filha Maria Berenice da Silva, 47, deficiente mental. “Comecei a peregrinação por vários órgãos em abril de 2006. Passei pela Defensoria Pública, Fórum e cheguei ao INSS no dia 7 de fevereiro”, contou ela, que reside no bairro do Japiim, e aguarda o benefício para ajudar a irmã. “Já fui pelo menos 15 vezes ao INSS”, disse ela.

Apesar do INSS não ter enviado nenhum representante, considerado um desrespeito com o parlamento por Marcos Rotta, ficou agendada para hoje, às 10h, uma nova reunião com os trabalhadores na Assembléia Legislativa, desta feita com a presença da direção do INSS agendada e garantida pelo deputado Sinésio Campos (PT), líder do partido na Assembléia.

“Esses trabalhadores que compareceram hoje na ALE ilustram a falta de respeito com as pessoas idosas, portadores de necessidades especiais, mentais. Fiquei contente com o resultado da cessão de tempo, pela solidariedade dos colegas parlamentares e pelas propostas apresentadas e pela reunião marcada para esta sexta”, comentou o parlamentar, assegurando que “esse é o pontapé inicial para sensibilizar o órgão para o direito dessas pessoas que lutam dez, 11 anos”.

Deputados como Liber-man Moreno (PHS), Luiz Castro (PPS), Wallace Souza (PP) e Conceição Sampaio (PP), além de Sinésio Cam-pos (PT), que agendou a reunião para hoje, se solidarizaram com o parlamentar pela iniciativa, sugerindo soluções e se colocando à disposição para, juntos, intermediarem o problema.

Liberman, por exemplo, sugeriu a interferência da Procuradoria Jurídica da Casa e o alertou para um outro problema, no caso da Amazonprev, órgão de previdência do Governo do Estado, cuja Junta Médica está reconvocando professores para retornarem ao trabalho após 15 anos, “sem sensibilidade com a pessoa humana”.

Luiz Castro, por sua vez, propôs a união dos parlamentares para cobrar respeito e pressionar o INSS do Amazonas para uma melhor atuação administrativa. Até porque, como ele diz, o INSS no Amazonas é superavitário e ainda subordinado à Belém (PA), que é deficitário.

Para Conceição Sampaio, todos que contribuem com a Previdência têm direito e devem ser respeitados. “Infeliz-mente estamos vivenciando um ataque aos direitos humanos, a uma maldade humana. Essas pessoas são destratadas no INSS, quando vão buscar seus direitos”, disse ela, citando como exemplo de desrespeito, o caso de uma trabalhadora que não pode se aposentar porque o marido já é aposentado. O marido trabalhou e contribuiu. Ela também. Mas teria que mentir que estava separada ou que era viúva para poder se aposentar”, reclamou.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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