Marcos Rotta e Maneca querem reforma na política urgente

Em: 19 de março de 2009
O deputado Marcos Rotta (PMDB) voltou a cobrar um posicionamento mais célere daqueles que têm as prerrogativas legais e constitucionais para fazer uma mudança no regime político brasileiro
O deputado Marcos Rotta (PMDB) voltou a cobrar um posicionamento mais célere daqueles que têm as prerrogativas legais e constitucionais para fazer uma mudança no regime político brasileiro

O deputado Marcos Rotta (PMDB) voltou a cobrar um posicionamento mais célere daqueles que têm as prerrogativas legais e constitucionais para fazer uma mudança no regime político brasileiro, que há muito tempo vem sendo tratado, mas infelizmente não tem sai do papel. O deputado reconhece não ser tarefa fácil aprovar uma reforma política, porque envolve interesses diversos dos partidos políticos, inclusive, a questão da reeleição.
Rotta conclamou a participação dos representantes do Amazonas na Câmara e no Senado para cobrar, em nome da população, uma ampla reforma política neste país, a fim de que o assunto saia do papel.
“O PMDB, que tem mais de dois milhões de correligionários no país, considerado o maior partido brasileiro, tem demonstrado interesse em colocar em prática a tão sonhada reforma política. Acredito que está faltando os homens de grande experiência política e partidária se valerem de suas experiências e dar uma resposta a população”, disse o deputado, ressaltando que a reforma política irá resgatar a credibilidade da classe política.
De acordo com Rotta, vários pontos estão em tramitação nas casas legislativas, que precisam passar pelo crivo da sociedade de forma plena. “Poderia se promover um plebiscito para saber o que a população espera de seus governantes”, disse ele, lembrando que o Senado e a Câmara precisam exercer seu papel de legislador, porque do contrário o Judiciário vai continuar legislando neste país.
O deputado Manoel do Carmo Chaves Neto (DEM) defende a agilização da votação da reforma política brasileira, porque a legislação eleitoral estabelece prazos, ou seja, qualquer mudança tem que ser feita até um ano antes das eleições.
Sendo a eleição em outubro de 2010, disse Meneca, significa que se a reforma não sair até 30 de setembro vindouro não vai ter efeito neste pleito. “Existem temas polêmicos que afetam diretamente a reeleição dos deputados federais que estão lá na Câmara”, disse.
Maneca avaliou que esse tipo de matéria só tem resultado positivo no primeiro mês de uma legislatura. Ele explicou que os eleitos de 2010 vão assumir em 1º de fevereiro de 2011.
Logo, se essa discussão em torno da reforma política for feita em 2011 tem muita probabilidade de passar, porque os candidatos não estão disputando uma reeleição. No caso dos deputados federais do Amazonas, Maneca disse que hoje nenhum deles são eleitos pelos próprios votos, mas sim pelo quantitativo somado pelas coligações. “Diante dessa realidade, qual é o partido político do Amazonas que vai ter condições de proporcionar 198 mil votos para um candidato”, questionou Chaves, ressaltando que o assunto em pauta deve ser sobre as coligações proporcionais para deputados federais, estaduais e vereadores.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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