Marina defende mudança na legislação

Em: 17 de setembro de 2014
Sem detalhar propostas, candidata se posiciona a favor de simplificações nas leis
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Sem detalhar propostas, candidata se posiciona a favor de simplificações nas leis

A candidata do PSB ao Palácio do Planalto, Marina Silva, defendeu nesta terça-feira (16) mudança na legislação trabalhista, mas evitou se comprometer com medidas específicas ou detalhar a proposta.
Em debate com empreendedores no centro de São Paulo, Marina falou duas vezes sobre a necessidade de atualizar as regras da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) para ajudar na geração de emprego.
“A complexidade das leis trabalhistas, muitas vezes, priva uma empresa, uma pequena empresa, de contratar”, afirmou a candidata, ressaltando que essa “não é uma discussão fácil”.
“Se fosse fácil, o sociólogo teria feito a reforma política e o operário teria feito a reforma trabalhista”, disse sem citar os nomes dos ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT). “Prefiro ter humildade para continuar o debate e evitar distorções”, concluiu.
Questionada por jornalistas sobre quais seriam as medidas de revisão da legislação trabalhista, Marina evitou se comprometer e disse que defende uma “atualização” e não uma “flexibilização”.
“É um debate que está sendo feito há muito tempo pela sociedade brasileira, que busca uma atualização das regras trabalhistas que sejam compatíveis com a necessidade dos trabalhadores e empregadores. Estamos fazendo um esforço para dar uma resposta, mas ainda não a temos”, disse a pessebista.
Marina afirmou ainda que a discussão deve acontecer “sem prejuízo das conquistas que os trabalhadores, a duras penas, alcançaram”.
A candidata defendeu “meios para sair da informalidade e ajudar, inclusive, a resolver o problema do sistema previdenciário”, mas também não foi clara sobre como aplicar esse novo modelo.
A candidata do PSB reconheceu nesta terça-feira (16) o que chamou de “sucesso” do PT mas disse que o partido da presidente Dilma Rousseff “repete a fórmula”, o que o torna “conservador”.
“Na década de 80, o PT tinha a palavra nova, produziu um processo de atualização. Alguém consegue imaginar a estrutura sindical no mesmo padrão getulista? Consegue imaginar a política sendo exercida pelos mesmos grupos? Não. Houve uma atualização. O problema é que quando você tem sucesso a tendência é repetir a fórmula e, ao repetir a fórmula, você se torna um conservador e não consegue perceber a palavra nova, mas ela virá de alguma forma. Ninguém consegue reter”, disse a candidata durante encontro com empreendedores em São Paulo.
Desde que disparou nas pesquisas e se tornou a única via capaz de vencer Dilma no segundo turno, Marina está sob ataques do PT, partido do qual foi filiada por 24 anos. A candidata se diz vítima de “uma indústria de boatos e mentiras”, mas tem respondido publicamente aos petistas.
“Fiquei ouvindo que tudo o que sou hoje devo ao meu partido de origem. É engraçado que essa lógica também é válida para a sociedade. Você estuda, se esforça para comprar uma casinha, e nada disso tem a ver com seu esforço. Foi o Estado que lhe deu e você tem que ser grato para o resto da vida. Nunca mais você pode pensar em votar em outra pessoa ou partido, porque senão isso vai ser tirado de você”, afirmou.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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