Marina diz que Serra foi “preconceituoso” com Bolívia

Em: 1 de junho de 2010
A pré-candidata do PV à Presidência, Marina Silva, subiu o tom das críticas hoje ao adversário José Serra (PSDB) por suas declarações sobre a Bolívia e criticou o “inchaço” da máquina pública
A pré-candidata do PV à Presidência, Marina Silva, subiu o tom das críticas hoje ao adversário José Serra (PSDB) por suas declarações sobre a Bolívia e criticou o “inchaço” da máquina pública

A pré-candidata do PV à Presidência, Marina Silva, subiu o tom das críticas hoje ao adversário José Serra (PSDB) por suas declarações sobre a Bolívia e criticou o “inchaço” da máquina pública.
Na semana passada, o tucano afirmou que o governo da Bolívia é “cúmplice” do tráfico de cocaína para o Brasil.
Marina insinuou, em entrevista ao UOL, que as críticas de Serra estariam contaminadas pelo preconceito contra o presidente Evo Morales, de etnia indígena.
“Tenho dúvidas, se talvez o governo da Bolívia fosse outro que não do Evo, um índio, se isso seria dito com tanta naturalidade. É apenas uma dúvida.”
Marina voltou a afirmar que as declarações do ex-governador de São Paulo foram equivocadas por causa da generalização. Segundo ela, a maior parte da população boliviana não tem vínculo com tráfico.
“É preciso que nós passemos mais a imagem de que queremos ajudar a Bolívia.”
Marina criticou o que chamou de falta de educação dos candidatos em mencionar os problemas dos países vizinhos, criticando e culpando os aliados por possíveis crimes. “Não podemos criar um caso diplomático, assim, com irresponsabilidade”, disse.
Durante a entrevista, Marina afirmou que o corte de R$ 7,5 bilhões no Orçamento apresentado pelo governo não substitui a necessidade de reduzir os gastos com custeio e tornar a máquina pública mais eficiente.
Ela afirmou que o Estado brasileiro sofre de um “inchamento” para garantir “governabilidade artificiais e fisiológicas”.
“Existe uma máquina gigante que precisa ser o tempo todo alimentada. Por que não olhar para ela e combinar eficiência e redução de gasto? É preciso fazer isso, de modo que não se subtraia recursos de onde não pode, como saúde e educação”, afirmou a pré-candidata.
“A máquina é inchada sim. Por que a gente não pensa na profissionalização do Estado brasileiro? O Estado precisa ser aperfeiçoado”, reiterou.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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