Os pais amazonenses esperam gastar, em média, R$ 340 com o material escolar. Foi o que revelou a pesquisa de intenção de compra e confiança do consumidor feita pelo IFPEAM (Instituto Fecomercio de Pesquisas Empresariais do Amazonas) para o mês de janeiro.
Dos 400 entrevistados, 50% pretendem gastar R$ 340 com material escolar. 27,5% esperam gastos entre R$ 201 e R$ 300. Já uma pequena parcela dos consumidores (0,4%) tem perspectiva de gasto de até R$ 50. A maioria dos consumidores (68,8%) mostrou ter preferência por fazer as compras no centro da cidade. 21,2% disseram optar pelo comércio local e 9,5% pelos shoppings.
Renda
Segundo a pesquisa, 45,3% recebem renda mensal entre mais de um e dois salários mínimos. Já 3,5% dos 400 consumidores disseram ter renda mensal inferior a um salário mínimo e apenas 0,2% declararam receber renda superior a R$ 17.502 por mês. Independente da renda mensal, 47,5% dos consumidores disseram acreditar que os preços estarão um pouco mais altos no próximo mês.
Fiscalização
Nesse período de compras com material escolar, o consumidor tende a não observar se o produto que ele adquiriu segue as especificações de quantidade e qualidade. O Ipem/AM (Instituto de Pesos e Medidas do Estado do Amazonas) está realizando a Operação “Volta às aulas” para fiscalizar se o produto condiz com o que vem especificado na embalagem.
O diretor-presidente do Ipem/AM, Márcio André Brito, explica que três equipes estão coletando itens escolares, os chamados produtos pré-medidos como tintas e cadernos. “Muitas vezes o consumidor não observa se aquela caixa de lápis vem com a quantidade correta”, afirma. E complementa: “O produto já está predeterminado. Cabe ao Ipem verificar se aquela unidade está correta”.
As perícias nos materiais serão feitas entre 23 e 31 de janeiro. Cada dia terá um tipo de produto analisado, sempre com o representante da fábrica presente.
Em 2011, o Ipem/AM fiscalizou 3060 itens de material escolar (canetas, cadernos, colas, lápis, materiais de higiene, entre outros). Apenas quatro produtos foram reprovados: papel toalha, fita adesiva, caneta e cola pra isopor. O órgão explica que esses itens foram reprovados por estarem abaixo do peso, por falta de indicação quantitativa e por não atenderem ao sistema de unidades (metro, quilo) no Brasil e no SI (Sistema Internacional).
Márcio André Brito disse acreditar que o número de reprovações deva cair em relação ao ano passado. O diretor do Ipem/AM ressalta que o órgão realizou uma campanha educativa orientando microempresários e consumidores para verificarem as mercadorias que vendem ou compram. A campanha foi realizada nos municípios do interior e na capital do Amazonas entre fevereiro e dezembro de 2011.
“A gente orienta o consumidor a prestar atenção ao produto que está comprando porque a diferença é tão grande que é perceptível”, disse o diretor referindo-se a situações onde o consumidor é lesado.







