Desenvolver os mercados de comércio justo no Brasil e no mundo, com ênfase para a participação da agricultura familiar e das cooperativas agrícolas. Esse tema será discutido nos dias 25 e 26 de fevereiro em Bohn, na Alemanha, durante reunião com a FLO (Fairtrade Labelling Organizations International). O MDA (Ministério do Desenvolvimento Agrário) será representado no encontro pelo diretor do Departamento de Geração de Renda e Agregação de Valor da SAF (Secretaria de Agricultura Familiar), Arnoldo de Campos.
Ele explica que, para a agricultura familiar, o comércio justo consiste no pagamento também justo aos agricultores que, dentro de um mercado diferenciado, tem o produto valorizado. Um dos motivos é a preocupação ambiental e social que envolve toda a produção. Neste comércio, também são reduzidos os intermediários, o que aumenta a lucratividade do produtor.
Comércio
justo
A preocupação dos consumidores com a sustentabilidade do meio ambiente e com o reconhecimento do trabalho do produtor tem aumentado as compras dos produtos vendidos por meio do comércio justo. Por isso, este segmento produtivo tem crescido nos últimos anos em vários países, principalmente os da Europa e nos Estados Unidos. Campos informa que a FLO é a principal certificadora de comércio justo do mundo. Ele acrescenta que os produtos integrantes desse segmento são bem valorizados no mercado externo, daí a importância da certificação do produto.
O MDA, em conjunto com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), está discutindo a regulamentação de um comércio justo no Brasil para que possibilite iniciativas como a criação de certificadoras brasileiras. “Hoje não existem leis que regulem o comércio justo. Já temos uma importante demanda no Brasil para produtos como café, sucos e derivados da cana e, sem leis, não há como expandir”, ressalta Campos.







