Meirelles demonstra otimismo em reunião internacional de ministros

Em: 8 de setembro de 2015
O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, acredita que o Brasil vai sair da crise mais forte do que entrou
O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, acredita que o Brasil vai sair da crise mais forte do que entrou

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, acredita que o Brasil vai sair da crise mais forte do que entrou. No final da reunião extraordinária de ministros das Finanças ibero-americanos, realizada ontem em Portugal, ele disse: “Apesar de ser uma crise grave que afeta fortemente o Brasil, o fato concreto é que as condições favoráveis com que o Brasil atuou neste contexto e as medidas tomadas fazem com que a expectativa é que o Brasil possa sair dessa crise mais fortalecido do que entrou”.
Meirelles comentou as notícias de que a inflação não tem baixado como esperado pelos analistas por causa da crise: “O fato concreto é que a previsão de inflação feita pelo mercado está caindo de uma forma gradual, refletindo a situação e a evolução da economia brasileira. Naturalmente que todos estamos monitorando isso da forma mais cuidadosa possível e aguardando os efeitos de toda esta conjuntura nos diversos indicadores econômicos do Brasil”.
Na reunião realizada no Porto, o tema principal foi a crise internacional. “A crise está surpreendendo a maior parte dos analistas internacionais pela sua dimensão. É a maior crise desde possivelmente a década de 1930 e não chegamos ainda a um ponto em que possamos avaliar de fato as suas consequências. Ela foi gerada em outros países, e o Brasil de uma certa maneira importa essa crise”.
Segundo o presidente do Banco Central, é na economia norte-americana que serão tomadas as medidas que vão resolver a crise. “Temos que aguardar agora principalmente as medidas tomadas pelo governo norte-americano visando combater a raiz da crise, que está nos Estados Unidos”.

Reservas internacionais

Para Meirelles, a falta de liquidez internacional está tendo consequências nos países que não dispõem de reservas internacionais – como o Brasil tem – e que não conseguiram recompor os seus créditos à exportação. “É importante que esses países tenham acesso ao financiamento para que o comércio internacional continue a funcionar”.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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