Mendes defende ação conjunta para regularização fundiária na Amazônia

Em: 25 de novembro de 2008
O presidente do STF, que foi ao seminário a convite do ministro da SAE, Mangabeira Unger, afirmou que considera extremamente importante que se incentive o debate sobre a regularização fundiária na Amazônia
O presidente do STF, que foi ao seminário a convite do ministro da SAE, Mangabeira Unger, afirmou que considera extremamente importante que se incentive o debate sobre a regularização fundiária na Amazônia

O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Gilmar Mendes, participou ontem da abertura do seminário internacional “O desafio da regularização fundiária na Amazônia”, organizado pela Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) da Presidência da República e pelo Banco Mundial.
O presidente do STF, que foi ao seminário a convite do ministro da SAE, Mangabeira Unger, afirmou que considera extremamente importante que se incentive o debate sobre a regularização fundiária na Amazônia. “Nós sabemos que esse quadro de insegurança jurídica acaba por gerar um estado de ilegalidade permanente”, declarou.
Considerando “a base territorial expressiva que a Amazônia ocupa no Brasil”, o ministro Gilmar Mendes disse concordar com Mangabeira Unger em relação à necessidade de uma ação conjunta e de políticas públicas para atender a um objetivo comum.
Para ele, a medida evitaria as contradições que às vezes surgem com o Incra de um lado e Ibama de outro, o que causa também a insegurança jurídica. “É fundamental que nós tenhamos uma clareza em relação à situação jurídica das terras da Amazônia.”
O ministro disse também que a discussão sobre preservação e proteção do meio ambiente não pode ser feita dissociada da idéia de desenvolvimento. “O Brasil tem um grande dever de integração social e isso tem que ser realizado mediante desenvolvimento.”
Já o ministro da SAE, Mangabeira Unger, falou sobre a criação de uma agência executiva para apoiar, coordenar e monitorar o trabalho do estado e dos municípios na regularização fundiária da região.
Essa agência, segundo ele, seria uma entidade “leve e enxuta”, com o objetivo de simplificar as regras e os procedimentos da regularização. Ele disse que a regularização vai permitir, pela primeira vez na história do país, construir um modelo econômico que beneficia os pequenos e não os graúdos.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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