Mensagens de Clinton sobre o diferencial da educação para o século 21

Em: 14 de julho de 2009
A crise financeira internacional porque passa o mundo tem servido de ponto de partida para várias reflexões sobre temas universais
A crise financeira internacional porque passa o mundo tem servido de ponto de partida para várias reflexões sobre temas universais

A crise financeira internacional porque passa o mundo tem servido de ponto de partida para várias reflexões sobre temas universais. Desde os mais específicos, sobre controles de sistemas financeiros globais, até os abrangentes, como a intervenção do estado nas economias. E uma reflexão que não pode faltar nessas horas é da importância da universidade para a formação de nossos jovens, da educação como um diferencial não só competitivo entre Nações como de definidor de uma sociedade mais justa e próspera.
Não é de hoje que a educação, da básica à universitária e em todos os cantos do mundo, é percebida pela sua formação de civilizações arrojadas e justas, social, econômica e politicamente. Mas em tempos modernos, como o que vivemos, a educação e o educador se transformaram em agentes de um mundo mais equilibrado e preocupado com o planeta no qual vivemos.
No começo de junho último, o 42º. presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton, esteve no campus da Universidade Anhembi Morumbi para um encontro com convidados da instituição, seus professores e alunos. Suas palavras também foram transmitidas, ao vivo, para estudantes de Recife, Natal e Porto Alegre. E sua mensagem deve ser propagada e divida com todos, principalmente os pais e universitários, os políticos e formadores de opinião.
Foi um privilégio, uma honra e uma oportunidade inigualáveis de reafirmar, agora por meio das palavras do estadista americano, o papel da educação e do educador como elementos fundamentais no processo de diminuição das desigualdades econômicas e sociais no Brasil e no mundo ao longo do século 21.
Desde que deixou a presidência dos Estados Unidos, Bill Clinton tem se dedicado à fundação que leva seu nome, cujo objetivo é justamente promover a diminuição das desigualdades, assistir populações atingidas por calamidades como a Aids, bem como lutar por um planeta mais saudável e menos poluído. Por conta deste seu trabalho, o ex-presidente aceitou o convite da direção do grupo Laureate Education, organização educacional à qual estão ligadas universidades como a Anhembi-Morumbi, BSP, Esade, Universidade Potiguar e a UniNorte.
Dedicou, assim, uma boa parte de sua estada na cidade de São Paulo para defender, no ambiente acadêmico, as iniciativas renovadoras, os projetos socialmente responsáveis, as novas tecnologias, o empreendedorismo não-governamental e, sobretudo, a educação como ferramentas fundamentais para a transformação deste mundo em um ambiente mais adequado à maioria dos seus habitantes.
Clinton destacou o papel da universidade como formadora de cidadãos preocupados com o futuro deste planeta, tão carente de políticas públicas e iniciativas de combate ao aquecimento global.
Em diversas ocasiões de seu discurso, o ex-presidente insistiu que a grande questão que se coloca para o mundo moderno pode ser resumida na palavra ‘‘how” –como, em inglês.
Como lutar contra a fome? Como melhorar as condições de vida das populações desassistidas? Como desenvolver novas tecnologias que permitam parar de exaurir os recursos do planeta? Como nos tornarmos cidadãos melhores e mais responsáveis?
Uma das respostas a essas perguntas estava ali mesmo, no ambiente universitário para o qual Clinton discursava.
O papel da universidade na preparação de verdadeiros cidadãos é primordial, porque sua missão fundamental é justamente ensinar “como” o seu aluno vai enfrentar e vencer os desafios impostos pela sociedade contemporânea.
É no convívio com professores qualificados, no contato com disciplinas que estão diretamente conectadas com a realidade social e econômica e, sob a inspiração de uma filosofia de ensino que privilegia acima de tudo o homem e seu meio, que se vai forjar este indivíduo defendido por Clinton: um ser humano que se sente comprometido não apenas com seus entes próximos e seus bens materiais particulares, mas com o patrimônio que é de todos e a todos deve servir.
Proporcionar aos seus alunos os meios para que eles estejam adequadamente preparados para encarar este vibrante desafio é a missão da universidade moderna, responsável e ética.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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