A atividade de aluguel de veículos, que tem no Brasil 13.903 locadoras ativas, deu um salto de 33,5% no ano passado, atingindo o faturamento bruto anual recorde de R$ 23,5 bilhões. Manaus, ficou acima da média nacional, registrando crescimento de 48% frente a 2020. Somente no ano passado o Amazonas emplacou 4.931 veículos por locadoras, no ano anterior esse número foi de 3.333.
Os números da Abla (Associação Brasileira das Locadoras de Automóveis), apontam ainda que a respeito da frota total do setor, somadas as unidades compradas com veículos seminovos já disponíveis, registrou um total de 9.921 no Estado, um aumento de 2.366 carros em relação a 2020.
O aumento no Amazonas é o reflexo da procura principalmente pela modalidade de carros por assinatura e também de motoristas de aplicativo que preferem fazer a locação semanal para operar na atividade. “Esse aumento vem ocorrendo muito forte porque o carro 0 km está tendo aumento mensal muito elevado e a taxa de juros também acompanha essa alta. A taxa Selic impacta o financiamento de veículos. Tudo começa a onerar, fica muito caro para o cliente comprar um veículo”, atribuiu o diretor da Abla, no Amazonas, Sidney Reche Galdeano Filho.
Para absorver essa demanda, as locadoras estão comprando mais veículos das montadoras e não pôde crescer mais devido ao gargalo de produção nas concessionárias, limitando a compra maior que o segmento demandou, mas dentro do que as concessionárias conseguiram atender o Amazonas obteve esse crescimento médio. “Está tendo um aumento muito forte no faturamento e no crescimento das locadoras nesse sentido porque ela tem se viabilizado como excelente solução para os clientes que precisam de um carro, mas não necessariamente comprar”.
Muitos clientes estão buscando vender o carro onde o preço do mercado está elevado e conseguem fazer isso por um excelente valor, provavelmente acima do que ele pagou há alguns anos. Ele aplica esse valor em algum rendimento que está dando 15% a 16% ao ano pré-fixado, então ele faz a aplicação desse valor investido em algo e passa a fazer a assinatura do veículo com valor fixo mensal.
“A assinatura inclui manutenção, proteção total, carro reserva, IPVA, rastreador, gestão de multa de trânsito e condutores adicionais sem custos. Estes benefícios saem muito mais baratos do que comprar um carro. Aí vale o consumidor pesquisar as alternativas que tiver e identificar se todas essas vantagens estão inclusas no contrato da locadora que ele for procurar”, explicou.
Nacional
Conforme o anuário da entidade, em 2020, o faturamento bruto com locação de carros havia sido de R$ 17,6 bilhões, ainda sob o impacto das rígidas medidas de isolamento social causadas pela Covid-19.
O crescimento da locação de veículos no país chegou a 7,8% na comparação com o faturamento bruto verificado em 2019 (ano anterior ao início da pandemia). Em 2019, o setor havia fechado o ano com faturamento bruto de R$ 21,8 bilhões. Os dados de faturamento do setor se referem exclusivamente ao aluguel de veículos, sem incluir valores das vendas de veículos usados.
No ano passado, foram registrados 50,1 milhões de usuários de aluguel de carros, ante 44,6 milhões em 2020 –crescimento de 12,3%. Já no comparativo com o período anterior à pandemia, em 2019, houve 49,6 milhões de usuários ao longo daquele ano.
A expansão também aconteceu em relação à frota total de automóveis e comerciais leves das locadoras. Apesar do cenário desfavorável à produção automotiva, o setor terminou 2021 com 1.136.517 veículos na frota, 12,8% a mais que em 2020 (1.007.221 unidades). Em 2019, havia 997.416 automóveis e comerciais leves licenciados pelas empresas de locação.
Em 2021, as locadoras compraram 441.858 carros zero quilômetro, equivalentes a 25,5% de todos os automóveis e comerciais leves emplacados no ano. Houve crescimento de 22,5% em relação às compras feitas em 2020 (360.567 unidades). Antes da pandemia, em 2019, o total comprado pelo setor havia sido de 541.346 unidades (18,3% a mais que em 2021).
Mesmo em meio à pandemia, o número total de postos de trabalho nas locadoras subiu de 77.214, em 2020, para 85.494 ao final do ano passado. E o número de empresas ativas no segmento avançou, no mesmo período, de 11.053 para 13.903.
Representatividade das montadoras
No ranking de emplacamentos de automóveis e comerciais leves pelas locadoras, a Stellantis ficou com o primeiro lugar, vendendo 38% (167.987 carros) do total comprado pelas locadoras em 2021. Em seguida aparece a Volkswagen, com 19,27% (85.164 unidades). O modelo mais emplacado por locadoras em 2021 foi o Fiat Mobi Like, com 29.571 unidades.
Na frota total do setor de locação, incluindo os seminovos que permaneceram com as empresas e os zeros quilômetros comprados no ano, a Stellantis também terminou 2021 em primeiro lugar, com 321.393 carros (28,2% do total). A montadora italiana é seguida pela Volkswagen, com 239.646 unidades (21,09%) e pela GM, com 171.735 (15,11%) na frota total do setor.















