O mercado de buffets e festas está em crescimento acelerado, estima-se que no Brasil existam mais de 15 mil estabelecimentos e 65 na capital amazonense, segundo dados do Censo Empresarial de Manaus, coordenado pelo Sebrae. Esse tipo de serviço é a opção para aquele que está na correria diária e busca conforto e facilidade.
Os preços variam conforme o cardápio e serviços escolhidos pelo cliente, que vão de R$ 40 a R$ 80 por pessoa com os principais serviços inclusos como entradas, jantar, bebidas, sobremesas, decoração e pessoal. Em geral, esses estabelecimentos promovem de quatro a oito festas por mês.
Para Paulo Marinho, proprietário do Paulo Marinho Buffet, que funciona há 17 anos na cidade, não existem mais meses específicos para procura do serviço. “Mudou muito o perfil, antes maio e final de ano eram meses aquecidos, agora quem quer fazer festa se planeja de acordo com seu bolso, não tem mais datas preferenciais”, informou.
Enquanto para o proprietário do Dulcila Buffet, Marcondes Luniere Jr., os melhores são de fevereiro a abril e outubro a dezembro, chegando a faturar até R$ 250 mil por mês.
De acordo com o empresário, o buffet já possui cerca de 20 anos e para atender as necessidades deste mercado promissor o segredo é a busca constante pelo bom atendimento em todos os aspectos, desde a primeira conversa até a despedida do cliente ao final do evento. “O atendimento é personalizado, pois procuramos identificar as necessidades e desejos dos clientes para atender da melhor maneira. E o investimento é constante no aperfeiçoamento do atendimento, material, busca de tendência do ramo em feiras e seminários”, informou Marcondes.
Cartão fidelidade
Com uma clientela fiel, por ter realizado muitas festas para famílias, Paulo Marinho conta que o segredo do sucesso é a honestidade, qualidade e comprometimento. De acordo com o empresário, uma festa bem feita é o seu cartão de visita. “Meu negócio é familiar e pessoal, por isso o grande segredo é o relacionamento com o cliente”, disse Paulo.
Ele conta também, que um mercado que tende a crescer, mas falta salão de festas para alugar e que, existe um grande número de buffets que tem surgido em Manaus, mas boa parte não oferece um serviço de qualidade. “A concorrência é grande, mas a competência prevalece”, conta Marinho.
Para o proprietário do Dulcila, há a concorrência desleal dos informais e dos formais que não trabalham de forma correta, pois oferecem preços muito aquém até mesmo do verdadeiro custo, atrapalhando o mercado. “Principalmente dos clientes de ‘primeira viagem’, que descobrem somente no dia do evento que algo estava errado, quando já é tarde demais”, alertou Marcondes Luniere.
Falta de mão de obra
Mesmo fazendo até 25 festas por mês, o buffet infantil Pintando o 7, também encontra dificuldades. “É muito difícil encontrar mão de obra para buffets, porque tem pessoas que confundem trabalhar com festa com ir para a festa”, disse Gustavo Colares, proprietário do buffet que existe há dez anos na cidade.







