Para o mercado de capitalização, 2008 foi um ano positivo, ressaltou na quarta-feira, 17, o vice-presidente da recém-criada Fenacap (Federação Nacional de Capitalização), Norton Glabes Labes. No acumulado de janeiro a outubro deste ano a receita desse mercado atingiu R$ 7 bilhões, evoluindo 13% sobre o total apontado no mesmo período do ano anterior.
O representante do setor revelou ainda que, do mesmo modo, as reservas apresentaram forte incremento, alcançando nos dez primeiros meses de 2008 o valor de R$ 13 bilhões, 14% acima de igual período de 2007.
Participação expressiva
Labes informou que o produto tradicional de capitalização absorve 89% do faturamento total do mercado. A operação clássica consiste na compra de um título com pagamento único ou mensal, correspondendo a um capital inicial ou composto no decorrer do contrato, explicou. Esse capital será devolvido totalmente após o encerramento do contrato. E durante a vigência do título, seu proprietário tem o direito de concorrer a sorteios de valores variados.
“E isso representa o elemento fundamental para a atratividade desses títulos junto ao público”, argumentou o vice-presidente da Fenacap. Ele disse acreditar que a capacidade inovadora das empresas desse mercado pode contribuir para estimular a formação de poupança financeira no país.
Uma das características que garantem a atratividade desses títulos de capitalização com o público é que as operações são muito flexíveis e têm diferentes prazos e valores de contribuição. Mas, todas apresentam garantia financeira, contribuindo, portanto, para a formação de poupança.
Além disso, a flexibilidade das operações de capitalização do mercado segurador facilita o acesso participação de pessoas de baixo nível de renda, que normalmente não demonstram propensão a poupar ou têm dificuldades de acessar outros instrumentos financeirosque exigem valores mínimos iniciais ou de aplicação média, disse Labes.







