Mercado de seguros cresce 34,57% no 1º semestre

Em: 3 de agosto de 2010
O Amazonas registrou alta de 34,57% no mercado de seguros, no confronto do primeiro semestre de 2010 com os seis meses iniciais do ano passado, movimentando R$ 227,81 milhões –contra R$ 169,29 milhões, em 2009
O Amazonas registrou alta de 34,57% no mercado de seguros, no confronto do primeiro semestre de 2010 com os seis meses iniciais do ano passado, movimentando R$ 227,81 milhões –contra R$ 169,29 milhões, em 2009

O Amazonas registrou alta de 34,57% no mercado de seguros, no confronto do primeiro semestre de 2010 com os seis meses iniciais do ano passado, movimentando R$ 227,81 milhões –contra R$ 169,29 milhões, em 2009. Os dados foram fornecidos pela Susep (Superintendência de Seguros Privados), entidade vinculada ao Ministério da Fazenda.
O crescimento apresentado pelo Estado superou a média nacional. Na mesma comparação de períodos, o país apresentou alta de 11,69%, de R$ 36,52 bilhões (2009) para R$ 40,79 bilhões (2010), conforme a mesma base de dados.
Apesar dos números positivos, o presidente do Sincoram (Sindicato dos Corretores de Seguros, Capitalização e Previdência Privada do Amazonas), Gilvandro Moura, considera que os resultado poderia ser melhor. Ele destaca que a cultura de seguros é recente no Estado e os números nem sempre são reais, já que as estatísticas não contam como seguro daqui as propostas de empresas da região fechadas por corretores de outra unidade federativa.
“Como, em sua maioria, as grandes indústrias possuem sucursal em São Paulo e Rio de Janeiro, contratam uma seguradora de lá, mesmo que esta também tenha representação no Amazonas. Por atuar em nível nacional, esse corretor vem, fecha o negócio e leva. Como foi fechada pela seguradora de fora, essa transação aparece nas estatísticas da Susep como seguro de outro Estado”, explicou.
O Sincoram conta que espera conseguir com a Susep, a adoção do CEP de risco (do endereço da sede da empresa ou da filial com a qual o veículo mantém vínculo) nestas avaliações “Não importa quem fez aquele seguro, mas se o CEP é de Manaus. Nas estatísticas deve constar como da cidade”, enfatizou.

Receitas geradas

O presidente espera que as indústrias que são incentivadas pelo modelo ZFM (Zona Franca de Manaus) para absorver matéria-prima, mão-de-obra e serviços locais, passem a trabalhar com os corretores daqui, no intuito de gerar emprego, renda e receita para a região. “Seguro é serviço e existe corretor aqui. É claro que um corretor de fora pode atuar em Manaus, desde que abra um escritório na cidade ou uma filial. O cliente vai ter o mesmo ou até melhor atendimento, porque o corretor pode auxiliá-lo a todo o momento”, justificou.
Até junho, o principal grupo de vendas na região foi o de previdência, com resultado de R$ 36,08 milhões. Para Moura, este é um reflexo nacional. “O ramo de previdência tem uma ascensão muito forte. As pessoas têm percebido que a previdência pública não é condigna, por isso têm optado pela complementar”, enfatizou.
Hoje o sindicato possui 400 corretoras de seguro inscritas. Destas, 300 trabalham somente com benefícios (vida, saúde, capitalização e previdência privada), 20 com elementares (automóveis e propriedades) e 80 com todos os ramos.
A Baré Corretora de Seguros vende seguros de benefícios e elementares há 28 anos. Com seis funcionários diretos, o proprietário Rubem Figueira também considera que o uso de seguradoras de fora pelas empresas da Zona Franca de Manaus inibe o crescimento das corretoras locais e surgimento de novos empregos.
“Estas empresas deixam de pagar o ISSQN [Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza] e esse dinheiro deixa de circular pela cidade. Quem acaba sendo prejudicado somos nós mesmos”, lamentou.

Como funciona

Para investir em um seguro, o interessado deve pagar primeiramente o prêmio do produto assegurado. “A gente têm na cabeça que prêmio é o que eu vou ganhar, mas no ramo de seguros é o que eu vou pagar. Por exemplo, vou fazer o seguro do meu carro. Quanto é o prêmio? R$ 1.200. Então, vou pagar essa importância para meu carro ficar assegurado. Por um período que normalmente dura um ano”, explicou Gilvandro.
Moura diz que, caso aconteça um sinistro (ocorrência do risco para o que o seguro foi contratado), o contratante deve procurar seu corretor para ser indenizado. “Você procura o corretor que fez o seguro e ele vai abrir um aviso de sinistro (formulário). A partir daí, você preenche os dados da apólice e conta o que aconteceu. Depois, entrega na seguradora e a empresa vai mandar um perito examinar o risco. Eles pedem três orçamentos, analisam e, se autorizado, pagam o reembolso”, finalizou.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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