O mercado de seguros, que movimentou em torno de R$ 50 bilhões no ano passado, deverá registrar crescimento de 15% este ano, apesar da crise. A estimativa é do presidente da CNSEG (Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização), João Elísio Ferraz de Campos. De acordo com ele, em 2009 o setor deve ter uma taxa de expansão menor do que a deste ano, mas ele preferiu não fazer uma estimativa.
“É complicado fazer estudos para 2009. Acho que o mercado de seguros não deverá ser muito atingido. Tem bases na economia que são mais frágeis por problemas inerentes do negócio. Eu acredito que seguro possa crescer menos do que a gente imagina”, afirmou Campos, que participou ontem do encontro de final de ano do mercado de seguros.
Cenário estável
De acordo com o executivo, o mercado segurador “é muito sólido”, pois as aplicações das empresas do setor estão todas em investimentos no país. Campos disse que a grande maioria dos recursos do setor está aplicada em títulos do Tesouro Nacional e que uma pequena parcela está nos mercados acionário e de imóveis.
“Ninguém vai deixar de fazer o seguro saúde, ninguém vai deixar de fazer o seguro do carro. O seguro é um negócio interessante porque a pessoa compra a sua tranqüilidade”, avaliou o presidente da CNSEG.
Ele disse ainda que como o mercado brasileiro de seguros ainda é pequeno, muitas empresas estrangeiras deverão ter interesse em entrar no País no ano que vem. “Quem quiser crescer tem que vir para cá”, acrescentou.






