Mercado imobiliário tem mais oferta que compra

Em: 4 de novembro de 2011
Com muita oferta e pouca procura. Assim os empresários do setor definem o mercado imobiliário
Com muita oferta e pouca procura. Assim os empresários do setor definem o mercado imobiliário

Com muita oferta e pouca procura. Assim os empresários do setor definem o mercado imobiliário. “A demanda ainda existe, mas o momento de euforia que existiu com o ‘boom imobiliário’ não existe mais”, disse o diretor-técnico da construtora Aliança, Daniel Santos, que ainda frisa que apesar do cenário, a empresa vendeu além do que previa, e que este mês estará inaugurando um empreendimento e mais dois no primeiro trimestre de 2012.
Segundo Santos, com a maior oferta o cliente passou a ser mais criterioso também, passando a pesquisar o histórico da construtora e o que ela oferece no empreendimento. Ele destaca que existem apartamentos de todos os tamanhos, em diferentes localizações, atendendo a consumidores que possuem diversas faixas de renda salarial. “Muitas pessoas estão subindo de classe social e com isso a prioridade é adquirir a primeira moradia”, afirma.
Outro que ressalta esse cenário é o sócio da PW Engenharia, Waldir Geraldo. De acordo com ele, a realidade do mercado imobiliário hoje na capital amazonense é de maior oferta, mas que pode haver uma mudança devido a inauguração da ponte do Rio Negro.
E é o que foca o gerente comercial da Capital Rossi, Rodrigo Oliveira, pois no início deste mês a construtora irá lançar Vivendas do Rio Negro. O empreendimento residencial será construído próximo à ponte Rio Negro e oferecerá completa área de lazer, com infraestrutura e segurança de um condomínio fechado. “É um área que está começando a ser bem valorizada e será uma boa opção para quem deseja investir em um imóvel”, conta.
Eles apontaram que os lugares mais procurados pelos manauaras são Dom Pedro, Adrianópolis e Morada do Sol. “E a Ponta Negra, por conta das opções de lazer e o shopping que será lançado em breve”, disse Oliveira. É um imóvel de 80 a 100 metros quadrados, com três quartos, uma suíte, duas vagas na garagem são algumas das características mais procuradas pelos compradores.
Para Daniel Santos, a tendência é que a população migre cada vez mais das casas para os apartamentos, por conta da segurança. “E isso é algo que não acontece somente aqui, mas em todo o Brasil”, explica o gerente.

Metro quadrado

Conforme a planilha Valores Básicos dos Bairros, da prefeitura de Manaus, utilizada para cálculo do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano), oito dos dez bairros onde o metro quadrado é mais caro estão nas zonas Sul e Centro-Sul. A planilha coloca a Ponta Negra apenas na 12ª posição, atrás dos bairros Flores e Centro.
O metro quadrado mais caro, na comparação por bairros, é da Praça 14 e da Cachoeirinha, na Zona Sul, com R$ 287,12, seguidos pelo Centro, que aparece em terceiro, com o preço do metro quadrado do terreno de R$ 256,85. Na Ponta Negra, o valor é de R$ 179,64.
De acordo com a planilha da prefeitura, o maior valor do metro quadrado do terreno é da Djalma Batista, com R$ 412,98, e o menor é o da área rural, próximo às rodovias AM-010, R$3,18, e BR-174, onde o metro quadrado custa R$ 3,71.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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