Mercado reduz previsão para reajuste de tarifas e aluguéis

Em: 7 de julho de 2009
Os economistas consultados pelo Banco Central na pesquisa semanal Focus reduziram a previsão de inflação para a maioria dos indicadores de inflação
Os economistas consultados pelo Banco Central na pesquisa semanal Focus reduziram a previsão de inflação para a maioria dos indicadores de inflação

Os economistas consultados pelo Banco Central na pesquisa semanal Focus reduziram a previsão de inflação para a maioria dos indicadores de inflação.
A expectativa do mercado para o IGP-DI (Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna) caiu de 1,45% para 1,35%. Para o IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado), recuou de 1,20% para 0,89%. Os dois indicadores servem de referência para o reajuste de contratos e preços administrados, entre eles, tarifas e aluguéis.
Para o IPC (Índice de Preços ao Consumidor) da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômica), a previsão caiu de 4,25% para 4,13%.
A exceção foi o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), que serve como meta para o Banco Central. A previsão oscilou de 4,40% para 4,42%.
A meta de inflação é de 4,5%, podendo chegar a 6,5% no intervalo de tolerância (teto da meta).
Os analistas financeiros mantiveram a previsão de queda do PIB (Produto Interno Bruto, soma das riquezas produzidas no país) de 0,50% para este ano.
Houve piora, no entanto, na expectativa em relação à produção industrial do país, de uma retração de 5,04% para um resultado negativo de 5,37%.
A estimativa para o dólar no fim deste ano oscilou de R$ 2,00 para R$ 1,99. Em relação à taxa básica de juros, foi mantida a estimativa de uma queda dos atuais 9,25% para 8,75% ao ano até dezembro.
A pesquisa mostra uma melhora em relação a outros dois indicadores: o superávit da balança comercial (de US$ 21.5 bilhões para US$ 22 bilhões) e o déficit nas transações correntes (de US$ 16.2 bilhões para US$ 16 bilhões).
Para a relação dívida/PIB, o resultado piorou de 39,95% para 40,40%. A previsão para os investimentos estrangeiros diretos ficou estável (US$ 25 bilhões).

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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