Mercado regional responde por apenas 3,7% do faturamento

Em: 24 de fevereiro de 2011
Embora a produção de bicicletas no ano anterior tenha obtido uma elevação de 8,62% em comparação aos dados de 2009 (568.809 unidades), o número ainda não supera os valores apresentados de 2003 a 2008
Embora a produção de bicicletas no ano anterior tenha obtido uma elevação de 8,62% em comparação aos dados de 2009 (568.809 unidades), o número ainda não supera os valores apresentados de 2003 a 2008

Embora a produção de bicicletas no ano anterior tenha obtido uma elevação de 8,62% em comparação aos dados de 2009 (568.809 unidades), o número ainda não supera os valores apresentados de 2003 a 2008. Além disso, produtos regionais ainda não são prestigiados no comércio do Estado.
De acordo com informações da Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus), em 2010 foram produzidas 617.858 unidades, entretanto, nos anos anteriores a produção da mercadoria já se posicionava na casa dos milhares, com exceção de 2006 que, mesmo assim, conseguiu lançar uma quantidade 16,09% superior a do ano passado, com 736.367 unidades.
No caso do faturamento, em virtude do aumento a cada ano no preço dos produtos, houve um avanço no ranking.
O que não impediu que os algarismos de 2010 (US$ 93.25 milhões) perdessem para os de 2007 (US$ 115.26 milhões) e de 2008 (US$ 130.40 milhões).
O faturamento no mercado local também revela a falta de espaço do produto nas ruas amazonenses.
Do total, somente uma fatia de 3,73% do faturamento foi gerada pela região, somando US$ 3.47 milhões.
Segundo o presidente do Sinmen (Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Eletrônico de Manaus) e um dos vices-presidentes da Fieam (Federação das Indústrias do Estado do Amazonas), Athaydes Félix, a bicicleta não se vende somente na Zona Franca de Manaus, por isso, a informalidade que tem atingido Estados do Nordeste afeta o setor amazonense.
“Muitas bicicletarias, destinadas ao conserto de bicicletas, hoje se transformaram em fábricas. Entretanto, não chegam a pagar impostos, prejudicando as grandes empresas”, argumentou.
O presidente explica que a situação não atinge somente o PIM (Polo Industrial de Manaus), mas se mantém pelo país. De acordo com indicadores da Abraciclo (Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares), o Brasil é responsável somente por 6% da produção mundial e, em 2010, alcançou uma média de 5,3 milhões de unidades, o que representa uma queda em relação a 2004, 2007 e 2009, os dois primeiros com 5,4 milhões e o último com o recorde de 5,8 milhões.
Mesmo a projeção para 2011 ainda não é maior que os dados de 2008.
Com expectativa de expansão em torno dos 2%, a previsão somente se assemelha aos anos com a medalha de prata, 5,4 milhões de unidades.
Félix comenta que a partir do momento que o governo reduzir os impostos, a competitividade pode voltar à ativa no país. O dirigente fala que, caso isto não aconteça, é possível que várias empresas deixem de investir na região. “Já há alguns projetos que foram aprovados, mas hoje estão indecisos”, frisou. Exemplo disso é a Oxi Amazônia Indústria de Bicicletas Limitada, que tem até o quarto mês do ano para se alojar no Estado e, mesmo assim, ainda não mostrou uma posição a respeito.
Porém, por enquanto, as empresas tradicionais da região não se deixam amargar com os dados, como é o caso da Caloi e da Prince Bike que já anunciaram a reportagem, em dezembro, que pretendem expandir suas fábricas neste ano, além de lançar novos modelos.
Além disso, de acordo com divulgação da Suframa, a fábrica Cairu também pretende vir a capital.
Por ser responsável por componente de bicicletas isso deve reduzir a importação chinesa, que também é um fator inibidor para produção, segundo Félix.Os representantes da empresa sinalizaram a vinda, mas ainda não possuem um local definido para instalação.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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