Mercadorias devem ser retiradas do fundo do Rio Negro até terça

Em: 8 de novembro de 2010
As 30 carretas restantes, das 75 que continham insumos para indústria e comércio de Manaus e foram para o fundo do Rio Negro após o incidente no Porto Chibatão, serão retiradas das águas até terça-feira, 9
As 30 carretas restantes, das 75 que continham insumos para indústria e comércio de Manaus e foram para o fundo do Rio Negro após o incidente no Porto Chibatão, serão retiradas das águas até terça-feira, 9

As 30 carretas restantes, das 75 que continham insumos para indústria e comércio de Manaus e foram para o fundo do Rio Negro após o incidente no Porto Chibatão, serão retiradas das águas até terça-feira, 9. A previsão foi divulgada na sexta-feira, 5, pela diretoria da empresa.
Segundo o gerente da Tomiasi (empresa pertencente ao grupo Chibatão), Ricardo Aguiar, foi solicitada a vinda de um guindaste especial para fazer a operação de resgate das cargas submersas. O veículo estava em Urucu –localizado no município de Coari (a 363 km de Manaus)– e deverá chegar à capital nesta segunda-feira, 8.
Além das carretas, 20 contêineres também serão removidos do local do acidente. “Estamos trabalhando em três etapas. Nas duas primeiras foram removidas as cargas que estavam na área do pátio onde ocorreu o des‑ lizamento. Agora, estamos na parte mais difícil que é retirar aquilo que está no fundo do rio”, explicou o gerente.
O prazo dado pela direção do porto para a retirada dos contêineres é até domingo. “Há entre 18 a 22 equipamentos utilizados e 40 profissionais envolvidos na operação de retirada das cargas do local. Dos 20 contêineres que faltam ser removidos, apenas quatro estão vazios. Mas, vale ressaltar que a prioridade da operação é a busca dos dois colaboradores desaparecidos”, afirmou Aguiar.
Sem contar com a despesa do aluguel do guindaste, o Porto Chibatão teve de desembolsar em torno de R$ 2 milhões, até o fechamento desta edição, para reaver todas as mercadorias que foram perdidas no acidente do último dia 17.
O Chibatão retomou suas atividades de carga e descarga de mercadorias nas áreas no entorno do acidente às 9h de sexta-feira. No total, 466 contêineres com insumos para a indústria e comércio foram despachados para a capital e outros 415 foram encami‑ nhados aos demais Estados aos quais Manaus vende.

Cargas perecidas

O gestor do Porto Chibatão, Rildo de Oliveira, disse que ainda não sabe se dentre os insumos destinados ao comércio local há cargas que foram perecidas devido ao tempo que ficaram inacessíveis. “Não temos como informar isso, pois os contêineres só podem ser abertos pelo destinatário. Caso haja produtos estragados, o comerciante deverá nos comunicar”, complementou.
O Porto Chibatão voltou a funcionar, pois o laudo apresentado pela empresa com base em análises do terreno apontou que a principal causa do acidente foi a vazante do Rio Negro. A perícia feita pelo atracadouro, que conseguiu servir de contra-argumento para o laudo elabo‑ rado pelo CPRM (Serviço Geológico do Brasil), foi aceito pela desembargadora do TRT/AM (Tribunal Regional do Trabalho), Valde‑ nyra Thomé.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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