Minas começa luta para atender demanda européia

Em: 27 de março de 2008
Carne
Carne

Inicialmente a UE (União Européia) havia liberado 106 fazendas para fornecer gado/carne para o bloco. Depois, o número recuou para 97. São poucos fornecedores, sendo que mais de 80% estão concentrados em Minas Gerais. O que, mesmo para esse Estado, ainda não é nada representativo.
Diante disso, acreditava-se que os frigoríficos esperariam a lista ganhar mais corpo, para aí sim retomar as negociações com a UE.
Mas não foi o que aconteceu. Em Minas Gerais já começou a “luta” por animais que possam atender a demanda européia. Duas indústrias já adquiriram gado e realizaram embarques. Uma delas chegou a pagar R$12,00 a arroba, mais do que o preço referência do boi gordo na região, por pouco mais do que 1.000 cabeças.
Agora que uma leva de carne foi produzida e embarcada, os negócios tendem a travar de novo. Afinal, o número de fazendas é tão reduzido que, muito provavelmente, não gera fluxo de abate semanal e, muito menos, diário.
Se mesmo sobre essas condições, os frigoríficos retomaram as exportações para a UE, e com um ágio extremamente significativo para o boi gordo, em relação ao preço-base, é sinal de que, realmente, não dá para abrir mão desse mercado.
A União Européia paga, em média, mais do que o dobro do que pagam ou­tros clientes, como Rússia e Oriente Médio, pela carne in natura brasileira. Dependendo do corte, a diferença é ainda mais gritante. De acordo com informações do Cepea, o filé mignon que vai para a Europa vale, por exemplo, cerca de R$55,00/kg.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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