A Potássio do Brasil espera entregar ao Ipaam (Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas), os estudos complementares necessários para a emissão da LI (Licença de Instalação) da mineradora no município de Autazes (distante 113 quilômetros de Manaus), até o mês de setembro. A previsão, segundo a empresa, é que as obras iniciem nos primeiros meses de 2017 e a produção em 2022. Atualmente, a empresa desenvolve estratégias e estudos de viabilidade técnica, econômica, social e ambiental.
De acordo com o diretor de Desenvolvimento da Potássio do Brasil, Guilherme Jácome, após dez meses da concessão da LP (Licença Prévia), por parte do Ipaam, a empresa dá continuidade aos levantamentos técnicos, sociais e ambientais estabelecidos como condicionantes pelo órgão ambiental do Estado para a emissão da LI. Entre as atividades desenvolvidas pela empresa, em Autazes, está o plano de treinamento voltado à mão de obra.
“Trabalhamos com foco nas condicionantes determinadas pela LP. Estamos em fase de compilação de diversos levantamentos que nos possibilitem a solicitação da LI. Nesta fase, estamos elaborando, por exemplo, os planos de treinamentos de mão de obra considerando instituições que oferecem cursos de capacitação profissional e que poderão contribuir conforme o perfil do profissional necessário aos trabalhos. Também elaboramos planos para desenvolvimento de fornecedores locais, dentre outros”, informou.
O diretor também relatou que a empresa mantém uma rotina trimestral de trabalhos voltados à conscientização da população quanto à importância econômica e social do empreendimento para o município e para o Estado. “A cada três meses nos reunimos com representantes da sociedade para informar sobre o andamento dos trabalhos e para coletar sugestões”, disse.
Desde o início das sondagens e dos estudos ambientais, até hoje, a empresa gerou mais de cem empregos temporários no município, com investimentos superiores a R$ 200 milhões, sendo R$ 3 milhões em impostos pagos até o momento à região.
“O projeto será construído em uma área de aproximadamente 300 hectares. A mina é subterrânea e o minério está entre 700 e 900 metros de profundidade”, comenta.
O projeto contará com investimento total de mais de US$2 bilhões. Na fase de construção deverá empregar mais de 2 mil trabalhadores.
Por meio de nota o Ipaam afirmou que após a conclusão dos procedimentos a Potássio do Brasil deverá comunicar ao órgão estadual a localização do empreendimento. Após esta fase, o instituto deve verificar in loco os requisitos solicitados por meio da LP e em seguida definirá sobre a expedição da LI. O órgão ainda informou que a LP foi expedida com prazo de dois anos de vigência, mas, que o empreendedor pode solicitar a LI antes do final desse prazo.
Fomento à cadeia de fertilizantes
A exploração de silvinita visa fomentar uma cadeia produtiva de fertilizantes à base de cloreto de potássio (KCl). A produção de Potássio será pioneira no segmento mineral do Amazonas. A matéria-prima importada é adquirida a partir de países como Rússia, Canadá, Alemanha e Israel, que são os principais produtores do cloreto.
As jazidas descobertas até agora pela Potássio do Brasil na Bacia do Amazonas estão situadas em profundidades que variam de 700 a 900 metros e apresentam teores médios de 30% de cloreto de potássio (KCl). No depósito de Autazes, as reservas minerais já são superiores a 200 milhões de toneladas, o que equivale a uma produção com mais de 30 anos de operação.
Para o setor agrícola brasileiro, a vantagem é o desenvolvimento e melhorias nas rotas de logística para as regiões Norte e Centro-Oeste, que irão representar custos significativamente mais baixos para o transporte do potássio para os centros consumidores da região, além de um menor prazo para entrega do produto devido à proximidade do projeto com os centros de produção agrícola do país. Atualmente, o mercado brasileiro importa mais de 95% do potássio utilizado na produção agrícola.
“A produção terá capacidade para extrair mais de 2 milhões de toneladas ao ano o que corresponde entre 20% e 25% do consumo brasileiro. Hoje, o Brasil só produz 5% do que consome. O restante, 95% é importado. Com o projeto de Autazes, o Brasil deixará de importar mais potássio, que é o sétimo item mais importado do país”, disse Jácome.







