O “Estudo de Competitividade dos 65 Destinos Indutores do Desenvolvimento Turístico Regional”, apresentado nesta segunda-feira, na cidade do Rio de Janeiro, é um levantamento inédito. O trabalho, encomendado pelo Ministério do Turismo à FGV (Fundação Getúlio Vargas), fornece informações variadas que vão permitir definição de políticas, racionalização na aplicação de recursos e implantação de ações efetivas para o desenvolvimento da atividade, através de parcerias com lideranças políticas, empresariais e institucionais como o Sebrae.
A proposta do trabalho é fazer com que os destinos, escolhidos por serem capazes de induzir o desenvolvimento regional, ganhem padrão de qualidade internacional e se tornem referência no país. O resultado do levantamento foi apresentado na sede da CNC (Confederação Nacional do Comércio), por meio da Rede Sesc-Senac de Teleconferência, que transmitiu o evento para as 27 capitais, onde estavam reunidos governadores, prefeitos, secretários de turismo, parlamentares das Comissões de Turismo do Senado e Câmara, lideranças empresariais e profissionais ligados ao setor.
“Planejamento é a palavra-chave. Com diagnóstico preciso é possível identificar problemas, definir ações e investimentos. Esta é uma ferramenta poderosa para dar um salto de qualidade, porque não dá para trabalhar no abstrato. Com dados é possível estabelecer metas que podem ser cobradas”, disse a ministra do Turismo, Marta Suplicy. Ela ressaltou a importância dos parceiros para a realização do trabalho.
“O Sebrae já trabalha com quase todos esses destinos indutores. No entanto, consideramos o diagnóstico como um fato marcante, porque podemos ajudar ainda mais o País a discutir ações e a buscar soluções focadas”, afirmou o presidente do Sebrae, Paulo Okamotto, que participou do evento.
“Nossa responsabilidade é atuar para superar deficiências e gargalos. Com este trabalho conjunto, o Brasil tem tudo para implantar um modelo que ajude os demais destinos turísticos do país e também para servir de referência para outros países, levando em conta o desenvolvimento econômico, responsabilidade ambiental e sustentabilidade”, assinalou Paulo Okamotto.
Diagnóstico
encomendado
O diagnóstico da FGV, encomendado pelo Ministério do Turismo, identificou que no Brasil as capitais e as não-capitais avaliadas estão em nível 3 de desenvolvimento, numa escala de 1 a 5. Os temas avaliados referem-se à Infra-estrutura, Turismo, Políticas Públicas, Economia e Sustentabilidade. As capitais aparecem com 58,7 pontos. Na média nacional, o Brasil ficou com 52,7 pontos. As cidades que não são capitais ficaram com menor índice: 48,3. O estudo revelou que monitoramento e marketing foram os indicadores com menores notas. “É por aí que os destinos têm que começar a trabalhar”, frisou a ministra Marta Suplicy.
O Estudo de Competitividade deixou claro que as dimensões que mais contribuíram para que a média nacional alcançasse 52,7 pontos foram: Infra-Estrutura Geral (61,8 pontos), Acesso (61,6 pontos), Aspectos Ambientais (59,0 pontos), Aspectos Sociais (57 2 pontos), Economia Local e Atrativos Turísticos (empatados com 56,9 pontos).







