O Ministério Público de São Paulo abriu um inquérito civil para apurar supostas irregularidades e omissão de gastos com publicidade de secretarias do Governo do Estado e empresas de administração indireta.
A medida foi tomada após uma representação protocolada pelo líder da bancada do PT na Assembleia Legislativa, Rui Falcão (PT-SP). Na representação, o deputado pede que sejam investigados gastos com publicidade no ano passado sob a gestão do secretário de Comunicação, Bruno Caetano, e do secretário da Casa Civil, Aloysio Nunes Ferreira Filho.
Além dos secretários, o deputado pede ainda que o Ministério Público investigue os gastos no setor do diretor-presidente do CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional Urbano), Lair Krähenbühl, do presidente do Metrô, José Jorge Fagali, e do diretor-presidente da Dersa (empresa do Estado de São Paulo encarregada da operação e manutenção de rodovias), Delson José Amador.
Despesas de publicidade
Devem ser investigadas também as despesas de publicidade do presidente da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), Sérgio Avelleda, do presidente da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo), Gesner Oliveira, e do ex-presidente da Nossa Caixa, Milton Luiz de Melo Santos.
Segundo um levantamento realizado pela liderança do PT com base em informações do Sigeo (Sistema de Informações Gerenciais da Execução Orçamentária) e de respostas a pedidos de informações feitos pelo Legislativo, empresas da administração indireta teriam aumentado em 38,6% os gastos de propaganda nos quatro primeiros meses deste ano em comparação com o mesmo período do ano passado.
Além do aumento nos gastos, o deputado questiona ainda atrasos e omissões em repostas aos pedidos de informações formulados sobre o assunto. Segundo a assessoria de imprensa da liderança do PT, as respostas enviadas à Assembleia são muitas vezes indiretas, contendo dados genéricos e insuficientes.
De acordo com a assessoria de imprensa do Ministério Público, o órgão já solicitou informações sobre os gastos a todos os setores citados na representação.
A Secretaria Estadual de Comunicação informou, via nota, que todos os requerimentos de informação foram respondidos à Assembleia Legislativa de acordo com a legislação.







