Ministra diz que mudança não afetará novos leilões

Em: 8 de novembro de 2012
A ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, disse ontem (7) que o projeto de lei que estabelece nova distribuição para os royalties do petróleo
A ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, disse ontem (7) que o projeto de lei que estabelece nova distribuição para os royalties do petróleo

A ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, disse ontem (7) que o projeto de lei que estabelece nova distribuição para os royalties do petróleo, aprovado pela Câmara dos Deputados na noite dessa terça-feira, não comprometerá os leilões previstos para 2013 na área do pré-sal e garantiu que eles estão mantidos.
Ideli acrescentou que “o risco é praticamente zero” de a presidente Dilma Rousseff vetar a parte do projeto de lei que trata da divisão dos royalties pelo regime de partilha, que vigora para os contratos das novas áreas licitadas. “No ano que vem teremos, com certeza, os instrumentos necessários para ampliar a exploração [de petróleo e gás natural]”, disse a ministra.
A diretora-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Magda Chambriard, disse na semana passada que a realização da 11ª rodada de licitação de blocos, prevista para maio do próximo ano, dependia da decisão do Congresso Nacional sobre a distribuição dos royalties do petróleo.
Quanto ao restante do texto, Ideli Salvatti disse que está em conflito com os contratos já estabelecidos de exploração de petróleo, nos quais vigora o regime de concessão. Segundo ela, “existe uma Lei de Concessões em vigor que será cumprida”, preservando a atual repartição dos recursos dos royalties nas áreas já licitadas, caso a matéria seja questionada na Justiça.
Ideli lamentou que “mais uma vez” o Congresso Nacional levará um assunto para ser definido pelo Judiciário. De acordo com ela, a presidente Dilma avaliará as implicações sobre os contratos antigos para definir possíveis vetos ao projeto aprovado. A ministra disse também que o Congresso perdeu a oportunidade de debater novos recursos para a educação. “Quando as posições estão extremadas, é difícil construir um acordo”.
A proposta reduz de 30% para 20%, já este ano, a fatia da União nos royalties. Os Estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo terão seus ganhos diminuídos a partir de 2013.

Redação

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