Ministro e servidores chegam a acordo

Em: 1 de fevereiro de 2008
Apesar do alerta do ministro do Planejamento, Paulo Bernardo
Apesar do alerta do ministro do Planejamento, Paulo Bernardo

Apesar do alerta do ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, de que a perda de R$ 40 bilhões com o fim da CPMF não permite concluir negociações salariais iniciadas em 2007, o funcionalismo saiu esperançoso da reunião com ele na semana passada. O motivo, segundo o presidente da Condsef (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Serviço Público Federal), Josemilton Costa, é que o presidente Lula determinou que as negociações continuem.
“Queremos e vamos cumprir os acordos, mas greve não faz aparecer dinheiro”, disse Bernardo. A previsão é de que as negociações sejam retomadas assim que o Congresso votar o Orçamento, o que deve ocorrer até março. “Houve a determinação do presidente para repactuarmos os prazos”, afirmou Costa. “Não tem mais a discussão sobre a entrada ou não dos acordos no corte do governo.”
As entidades ameaçavam fazer greve se não fossem cumpridos os acordos. Uma das medidas do governo para compensar o fim da CPMF é o corte de gastos de R$ 20 bilhões, que impediria os reajustes acertados.
Bernardo disse que não é possível enviar os projetos ao Congresso agora, mas insistiu em que o governo respeita os servidores e quer continuar as negociações. Disse que Lula planeja enviar ainda em fevereiro projeto que regulamente a resolução da Organização Internacional do Trabalho.

Redação

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